Inter quebra jejum de gols no Gre-Nal, mas só empata e segue sem ganhar clássicos

Após 638 minutos, o Internacional finalmente voltou a comemorar um gol no Gre-Nal. Thiago Galhardo pôs fim ao jejum de bolas na rede do rival, mas apenas igualou o marcador. Pepê havia aberto o placar para o Grêmio. No fim, igualdade por 1 a 1 ruim para ambos.

Ao Inter, o jejum diante do rival aumenta e incomoda. São 11 partidas sem triunfar no Gre-Nal, seis no ano sob a direção de Eduardo Coudet. No Brasileirão, agora são quatro partidas sem vitórias e, só invés de encostar no líder -MG, pode ver os mineiros abrirem cinco pontos.

Ao time tricolor, ficar mais uma vez sem ganhar pode significar a queda à zona de rebaixamento no complemento da rodada.

Desde 2018 que um jogador do Inter não anotava no Gre-Nal, com Edenilson. Ano passado, o gol foi contra, de Paulo Miranda. Galhardo acabou com essa marca negativa. Porém, o resultado não foi o esperado.

E foi um gol chorado. O VAR precisou ser acionado para confirmar um toque de mão de Cortez na área. Pênalti. Galhardo cobrou, a bola bateu na trave, em Vanderlei e entrou. Faltavam 16 minutos para o fim, entretanto a virada não veio.

Naquele momento, Pepê já havia feito um golaço e o Grêmio, então com um a mais em campo, era quem mais parecia próximo da vitória O gol, contudo, vai render polêmica. O início da jogada foi em uma falta em cima de Galhardo ignorado por Raphael Claus.

As equipes disputaram o clássico 428 da história com desfalques. Apesar da recuperação do experiente volante Maicon, Renato Gaúcho optou pela manutenção do jovem Darlan. Na defesa, Paulo Miranda ganhou a disputa com Rodrigues e formou dupla com David Braz. Os titulares Pedro Geromel e Kannemann estão com covid-19

Não menos remendado defensivamente pela lesão de Saravia (passou por cirurgia no joelho neste sábado), a infecção de covid-19 de Moisés e a suspensão de Zé Gabriel, o Inter pisou na Arena disposto a quebrar a série de 10 jogos sem ganhar o Gre-Nal e atrás do primeiro gol sobre o rival no ano.

Eduardo Coudet apostou novamente em Abel Hernandez ao lado do artilheiro Thiago Galhardo. Logo aos cinco minutos, Galhardo saiu na cara de Vanderlei, mas parou no goleiro. O lance foi invalidado por impedimento. Aos 15, após lançamento longo, Heitor tirou de Cortez no domínio e bateu raspando.

O grande lance no primeiro tempo aconteceu aos 38 minutos. Chute forte de Lucas Silva, de fora da área, e desvio com as pontas dos dedos de Marcelo Lomba.

A primeira etapa foi bem fraca. Muito mais força de que criatividade e um visível medo de perder de ambos os lados. Mas o empate também não era bom e os times precisavam ser mais corajosos.

E assim foi o segundo tempo, com times mais ousados e arriscando mais. O Grêmio saiu na frente logo com sete minutos. Diego Souza tocou para Pepê encobrir o goleiro. Alisson, logo a seguir, quase ampliou. Exigiu bela defesa de Marcelo Lomba.

Coudet desistiu de Boschilia e Abel Hernandez, figuras apagadas no clássico, apelando para D’Alessandro e Pottker. O treinador sabia que não suportaria a mais uma derrota para o Grêmio no ano – em cinco jogos em 2020, ele perdeu quatro.

Thiago Galhardo teve chance clara de empate ao receber de D’Alessandro e chutar para fora. A situação pioraria após o VAR denunciar agressão de Musto em Diego Souza. Cartão vermelho com correção.

O VAR seria acionado mais uma vez aos 29. Mão na bola de Cortez e empate do Inter com cobrança de Galhardo. O lateral gremista ainda seria expulso por entrada dura em Cuesta, deixando a busca pela vitória aberta. Ninguém, porém, conseguiu buscá-la e ambos lamentaram o justo, mas péssimo resultado.

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