Semed realiza 6º Open de Bocha Paralímpica com participação de 20 escolas

Assessoria

Alunos da Rede Municipal de Ensino (Reme) participaram na tarde desta quinta-feira (2), no Shopping Norte Sul Plaza, do 6º Open de Bocha Paralimpica, com o objetivo de estimular a prática desportiva e recreativa da modalidade entre os alunos com paralisia cerebral e outras deficiências.

A ação visa também o desenvolvimento da saúde física, social e mental buscando a prática da cidadania com os alunos com deficiência física e com paralisia cerebral, coordenadores, professores, acadêmicos de Educação Física, pais e comunidade em geral.

O evento reuniu 20 escolas da Reme e foi uma promoção da Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Superintendência de Gestão das Políticas Educacionais através da Divisão de Esporte, Arte e Cultura (Deac) em parceria com o Shopping Norte Sul Plaza.

A secretária municipal de Educação, Elza Fernandes, disse que essas atividades servem como um estímulo no processo de ensino e aprendizagem. “O esporte adaptado faz parte da rotina dessas crianças e hoje elas podem interagir e se sentirem valorizadas porque a comunidade está aqui para ver o que elas estão aprendendo”, afirmou.

O chefe da Deac, Marcos Antônio da Silva Lopes, explicou que o evento foi uma amostra do que a Reme oferece às crianças com deficiências na área esportiva. “É um momento de interação entre as escolas e também para mostrar à sociedade o trabalho que fazemos com esses alunos, que aprimora o pedagógico”, disse.

Para o assistente administrativo Valter Gonçalves de Moraes Junior, que acompanhava o filho Luiz Otávio, de apenas cinco anos, a prática da bocha promove o desenvolvimento e a socialização do pequeno. “É uma ótima oportunidade para o aprendizado dele, que não se sente deslocado ou inferiorizado em relação aos demais alunos. Na escola os professores incentivaram e nos convenceram de que a prática do esporte seria importante. Ele adora e sempre chama a gente para mostrar o que aprendeu”, destacou.

A diretora da Escola Municipal Antônio José Paniago, Maria Lúcia de Oliveira, ressalta que os eventos organizados com foco nos alunos com deficiências levam as crianças a superarem as dificuldades. “O estimulo é tudo, eles ficam independentes e não têm medo de realizar as atividades”, pontuou.

O jogo

Os alunos foram classificados em quatro classes distintas, chamadas de bc1, bc2, bc3 e bc4, o termo bc significa, boccia classification (classificação da bocha) e suas numerações referem-se a um determinado grau de comprometimento motor do aluno. As classes bc1 e bc2 são designadas para praticantes com paralisia cerebral.

A bocha paralímpica é similar a bocha convencional, ou seja, o jogador tem como objetivo encostar o maior número de bolas na bola alvo. O jogo consiste em um conjunto de seis bolas azuis, seis bolas vermelhas e uma bola branca (bola alvo). A quadra é plana e lisa delimitada por linhas que possui uma dimensão de 12,5m x 6m.