Festivais esportivos da Reme reúnem mais de dez modalidades e contemplam 4,5 mil alunos

Assessoria

Estudantes da Rede Municipal de Ensino (Reme) estão participando do Festival Esportivo da Rede Municipal de Ensino até o próximo mês. A ação tem por finalidade, promover o congraçamento entre as escolas da Rede Municipal, oportunizando aos seus alunos a vivência do esporte, estimulando a prática desportiva e recreativa dentro da perspectiva de uma educação integral e permanente.

Ao todo, as competições irão reunir 4,5 mil alunos em 12 modalidades. Entre as competições mais disputadas está a de futsal, que aconteceu esta semana nas quadras esportivas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e que contou com 65 escolas, totalizando 598 alunos envolvidos.

A organização do evento é da Divisão de Esporte, Arte e Cultura (Deac), com o apoio de federações esportivas do Estado. O festival não tem caráter de competição, por isso não há premiação. A ideia é valorizar o trabalho dos profissionais que atuam nas escolas da Reme que recebem os projetos esportivos no contra turno, além de divulgar as modalidades trabalhadas. Os alunos recebem medalhas como uma forma de incentivo.

A secretária municipal de Educação, Elza Fernandes, que participou nesta sexta-feira (24) das provas do Parafestival de Atletismo, realizadas no Estádio Morenão, falou sobre a importância do evento.

“Esse tipo de ação fomenta a inclusão dos alunos e a socialização. Na área da saúde também é uma excelente ferramenta. Na questão pedagógica os exercícios ajudam a criança a ter mais disciplina e raciocinar melhor” frisou.

O chefe da Deac, Marcos Antônio Lopes, explicou a importância de realizar o festival para os alunos da Rede Municipal. Para ele o evento traz benefícios físicos e no processo de aprendizagem.

“Esse momento é muito importante para fazermos as crianças terem oportunidade de praticar o esporte. Essas atividades ajudam os estudantes na área da saúde e socialização. É um estimulo para potencializar esses elementos. É na escola que surgem grandes talentos, na área cultural e esportiva, então estamos aqui motivando eles”, destacou.

Intercâmbio

O professor de Educação Física da escola do campo Barão do Rio Branco, Adriano Pereira Santana, ressaltou a importância desse tipo de atividade para seus alunos da área rural.

“Esse momento é o mais esperado pelos alunos, por ser uma escola do campo, os alunos ficam ansiosos, porque é um momento que eles têm para sair da unidade e participar de um evento dessa magnitude. É algo muito significante na prática pedagógica e de desenvolvimento motor, cognitivo e nas relações interpessoais”, pontuou.

A comerciante Leonice Ferreira da Silva, que tem um filho na escola  Nerone Maiolino e que pratica o futsal, falou o que a atividade proporciona para seu filho.

“Achei muito bom e isso é um incentivo para a criançada. A criança participando do esporte vai criando disciplina. Eu estimulo muito ele, acompanho em todas as atividades. Meu filho faz natação e karatê. É um tempo para a criança fazer o que gosta. Não deixo meu filho no celular”, disse.

O aluno João Pedro de Oliveira, de nove anos, estudante do 4º ano da escola Imaculada Conceição, localizada no bairro Jardim Batistão, comenta como foi a sensação de disputar os jogos fora da escola e revela de onde vem sua inspiração.

“Gostei de vir jogar bola fora da escola. Fiz quatro gols, ganhamos a partida por 5 a 1. Meu pai gosta que eu pratique esporte. Sou fã do Cristiano Ronaldo. Eu treino 3 vezes por semana”, afirmou.

Parafestival

Já o Parafestival, que acontece de forma paralela ao festival, ~tem a proposta da inclusão social e mobiliza alunos com diversos tipos de deficiência. Uma das provas mais tradicionais é o atletismo, que aconteceu nesta sexta-feira, no Morenão. Para Celia Regina de Souza, mãe de Verônica de Souza Rodrigues, de oito anos, que tem amiotrofia muscular espinhal e estuda na escola Governador Harry Amorim Costa, a atividade promove o respeito às crianças.

“Minha filha começou a praticar este ano. Esse tipo de atividade livra as crianças da exclusão. Estou achando ótimo. As outras crianças que não são deficientes passam a entender e isso gera a inclusão. É uma ótima iniciativa”, destacou.

Aluna da escola Arlindo Lima, Larissa Oliveira, 13 anos, é cega e contou que gostou das atividades do Festival, participando da corrida e lançamento de peso. “Acho importante o esporte por ajudar nos sentidos. Ele ajuda a melhorar na escola. Eu disputei provas de judô fora do estado e ganhei, então acho que isso é legal”, contou a aluna, que é campeã de judô pela copa Antônio Tenório no ano de 2018.

Projeto

O Festival tem o objetivo atender alunos de 6 a 10 anos, oferecendo as primeiras noções de evento esportivo e fomentando o gosto pela prática desportiva. Os alunos participantes são atendidos pelo projeto “Esporte Escolar da Reme”, desenvolvido pela Deac.

Entre as modalidades que compõem o Festival estão o xadrez,  ginástica artística e rítmica, natação, mini futsal, mini voleibol, mini basquetebol, badminton, tênis de mesa, lutas e atletismo.

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