Mais de 20 anos: Projeto Asas do Futuro transforma vidas no Dom Antônio

Mais de 5 mil crianças já passaram pelo projeto, desde sua criação

Um pouco distante do centro da cidade, lá na região do bairro Dom Antônio Barbosa, em Campo Grande, existe um projeto que trabalha com crianças e adolescentes de seis a dezesseis anos, que ajuda a abrir possibilidades e um futuro próspero e consciente,  longe das drogas e da violência.

Criado em 1998, o intuito do Asas do Futuro sempre foi o de ocupar o tempo das crianças, oferecer opções de lazer e novos aprendizados. “Quando chegamos aqui, o índice de violência no bairro era muito grande. Ocupando o tempo dessas crianças, tirando elas da ociosidade, conseguimos diminuir um pouco essa situação”, revela Jaqueline Teixeira, uma das idealizadoras do projeto.

O Asas do Futuro, ao longo de mais de vinte anos, já atendeu mais de 5 mil crianças. Hoje, cerca de 150 crianças e adolescentes fazem parte do projeto, com aulas de futebol, balé, violão, taekwondo, capoeira e cidadania. Das atividades todas, o carro-chefe é o futebol, onde tem o maior número de crianças praticando.

Sob os cuidados do treinador e ex-participante Diego Teixeira, as crianças se aquecem, treinam e dão um show de bola. Eles competem e já até viajaram para outros estados do país. O sonho é que todos também possam ter essa possibilidade, abrir os horizontes e seguir seus sonhos.

 

Veja o trabalho realizado pelo Asas do Futuro

 

O balé também traz muitas alegrias para o ‘Asas’. Em 2017, as meninas viajaram à Argentina para participar de um festival de dança. Entre 70 grupos que se apresentaram, as meninas se destacaram e lograram o terceiro lugar. Sonho tornado realidade com muita luta e dedicação dos coordenadores do projeto, professores, assistentes sociais e voluntários.

As crianças também recebem alimentação através da parceria com o Mesa Brasil, do Sesc. “Essa comida é uma delícia”, me contou espontaneamente Samira, uma das crianças atendidas pelo projeto.

Destaques

Em 2012 foi firmada a primeira parceria, que lhes abriria a porta para o Criança Esperança e, em 2018, foi finalista da 13ª edição do Prêmio Itaú-Unicef. O projeto hoje se mantém por meio de convênios firmados com a SAS – Secretaria de assistência social do Município e SEDHAST, Prêmio Itaú UNICEF, Fundo Sócio Ambiental da Caixa Econômica Federal.