Bate-papo sobre ciência acontece nos bares de Dourados de segunda a quarta-feira

Ciência é tema de conversas em bares em 11 países.

  Dourados é uma das 22 cidades brasileiras que participam de segunda a quarta-feira do Festival “Pint Of Science”, um evento internacional que acontece simultaneamente em 11 países.  

Durante os três dias os cientistas vão levar para bares e restaurante das cidades participantes um bate-papo sobre ciências e assuntos relativos à modernidade.

         O Pint of Science tem como objetivo proporcionar debates interessantes, divertidos e relevantes sobre as pesquisas científicas mais recentes em um formato acessível para o público. Tudo isso em ambientes descontraídos como cafés, restaurantes e bares.

         Em Dourados o evento é coordenado pela professora Isis Faria do curso de Engenharia Física da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e acontecer nas noites de segunda, terça e quarta nos restaurantes “14 Bis” e “Vento Pantaneiro”. Os temas em debate no 14 Bis serão “imprimindo um mundo de coisas” na segunda; “Ciência e tecnologia na Modernidade Líquida”, na terça; e “Abelhas e a produção de alimentos”, na quarta-feira.

         Já no restaurante “Vento Pantaneiro”, na segunda-feira o tema será “Existe alimento natural” enquanto que na terça-feira os debates versarão sobre “um robô em minha vida”, com encerramento na quarta sobre as “origens do universo”.

Os interessados em participar do Festival deverão ir a um dos dois restaurantes participantes do evento em Dourados. Não haverá cobrança de inscrições sendo que os participantes pagarão o que consumirem.

         A IDEIA

O evento foi criado para proporcionar debates sobre tópicos científicos com quem faz ciência e é realizado por voluntários formado por uma comunidade de estudantes de pós-graduação e de pós-doutorado na Inglaterra.

Organizado pela primeira vez em 2013, o festival acontece durante três dias anualmente e de forma simultânea em diversos países do mundo. Pint of Science é uma organização sem fins lucrativos que estabelece parcerias pelo mundo a fim de possibilitar a realização desse festival.

Em 2012, Michael Motskin e Praveen Paul eram pesquisadores do Imperial College London. Eles começaram a organizar um evento chamado Encontro com pesquisadores, trazendo aos laboratórios dos cientistas pessoas acometidas por Mal de Parkinson, Alzheimer, doenças neuromusculares e esclerose múltipla para mostrar a elas que tipo de pesquisa estavam realizando. O evento foi inspirador tanto para os visitantes quanto para os dois cientistas.

Então, eles pensaram: se as pessoas podem ir até os laboratórios se encontrar com os cientistas, por que os cientistas não podem sair de seus laboratórios para encontrar as pessoas? Foi assim que nasceu o Pint of Science.

Em maio de 2013, eles realizaram o primeiro festival na Inglaterra reunindo os maiores nomes provenientes de diversos campos do conhecimento para explicar seu trabalho aos amantes da ciência. A ideia deu tão certo que, em 2017, o Pint of Science acontecerá em mais de 100 cidades em 11 países.

Entre as cidades que participarão da iniciativa, 10 são municípios paulistas: Araraquara, Botucatu, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, São Caetano do Sul, São Paulo, São Carlos e Sorocaba. Além disso, o festival será realizado em cidades localizadas no Sul, no Nordeste e no Centro-Oeste do país: Belo Horizonte (MG), Blumenau (SC), Brasília (DF), Curitiba (PR), Dourados (MS), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Teresina (PI).

O Pint of Science chegou ao Brasil em 2015, quando o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP realizou o evento em São Carlos, colocando o Brasil no mapa do evento. Em âmbito nacional, o festival é patrocinado pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, eScience Unicamp, Galoá e por quatro Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP): o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria; o Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos; o Centro de Pesquisa, Educação e Inovação em Vidros; e o Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades.

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