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Comissão exclui prova de digitação para contratar policiais com urgência

Candidatos terão uma disciplina de digitação no curso de formação

A Comissão Organizadora do Concurso Público da Polícia Civil publicou uma deliberação nesta quarta-feira (10) com a exclusão da fase de digitação. A decisão aconteceu um mês após uma candidata publicar a folha de texto da prova de digitação.

O concurso para os cargos de investigador e escrivão de polícia tem como o objetivo reduzir o déficit de recursos humanos na Polícia Civil, principalmente no interior do estado. No documento, a comissão justifica que a prova de digitação estava prevista para ser realizada ainda em maio, mas foi adiada devido a uma liminar proferida pelo TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e só foi realizada quatro meses depois.

Como o cronograma do concurso foi atrasado, a comissão justifica a eliminação da fase de digitação com a urgência de que os candidatos aprovados assumam os cargos e supram a necessidade de pessoal nas delegacias do interior, principalmente.

Além disso, os objetivos da fase de digitação podem ser alcançados durante o Curso de Formação Policial. “Eis que a atividade faz parte de disciplina específica constante na emenda do referido curso, igualmente de caráter eliminatório”, diz. Por fim, a comissão considera que não haverá prejuízo ao concurso com a supressão da fase de digitação.

Para mais detalhes, confira a deliberação publicada nesta quarta-feira (10).

Entenda o caso

A exclusão da fase de digitação do concurso acontece após uma candidata ter compartilhado um trecho do texto da folha da prova de digitação nas redes sociais. O MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) chegou a se pronunciar sobre o caso e até propôs uma ação civil pública.

A folha da prova de digitação do concurso foi divulgada nas redes sociais na manhã do dia 9 de setembro. Revoltados, os candidatos procuraram a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento) Centro para registrar Boletim de Ocorrência, além de recorrer ao Ministério Público e ao Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis do Mato Grosso do Sul).

Segundo a comissão organizadora do concurso, a candidata é a responsável pela divulgação do trecho em um grupo de WhatsApp. Posteriormente, a candidata foi excluída do processo seletivo.

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