PM divulga lista de matriculados em curso de formação de oficiais e soldados

No início da semana, MPMS pediu suspensão do concurso

O comando-geral da PM (Polícia Militar) publicou edital nesta sexta-feira (14) com a homologação do resultado da análise dos documentos e a matrícula no curso de formação de oficiais e soldados. O curso de formação é a última fase do concurso público da PM, que oferece salários de até R$ 7 mil.

Os candidatos que ficarem inconformados com o resultado podem interpor recurso administrativo. O interessado deve acessar o site, clicar no botão ‘Inscrições/Matrícula DRSP’ para ter acesso ao formulário de recurso.

O recurso administrativo deverá ser interposto no período entre as 8 horas desta sexta (14) às 8 horas de segunda-feira (17). O Formulário de Recurso e os documentos comprobatórios poderão ser encaminhados presencialmente ou via e-mail [email protected].

Os oficiais da PM receberão uma remuneração inicial de R$ 3,6 mil durante o primeiro ano do curso de formação e R$ 4 mil no segundo ano. A pós a conclusão do Curso de Formação de Oficiais da PM, o aluno recebe remuneração de R$ 7 mil. Já os soldados, recebem remuneração inicial de R$ 3,3 mil após o curso.

Acesse o edital no Diário Oficial do Estado, a partir da página 67.

MPMS quer suspender concurso

A divulgação da lista ocorre mesmo depois do pedido do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pela suspensão do certame. Na terça-feira (11), o MPMS entrou com uma apelação na Justiça pedindo a suspensão da continuidade do concurso após não cumprimento de solicitações feitas ao Estado.

Diversos candidatos ainda aguardam chamada para dar prosseguimento na realização do concurso, mas devido ao não cumprimento de ordem judicial, eles não conseguiram efetuar a matrícula para o curso de formação que se encerrou na última segunda-feira (10), consequentemente ficando de fora.

“A continuidade no certame, com a convocação dos “aprovados”, em prejuízo dos candidatos que não tiveram seus direitos observados e, portanto, não puderam concorrer às vagas em igualdade de direitos, pode acarretar em danos irreparáveis, ou de difícil reparação”, diz trecho do pedido assinado pelo promotor de Justiça, Eduardo Franco Cândia.

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