Presidente da Câmara propõe auxílio permanente a famílias de baixa renda

Ideia é que novo benefício remunere melhor que o Bolsa Família

O presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL), defendeu que o governo federal pague uma espécie de auxílio emergencial permanente a famílias de baixa renda, mas sem as limitações do .

Em entrevista ao Jornal O Globo, o deputado afirma que, com o , um cidadão recebe R$ 190 e vive na clandestinidade. Caso a nova proposta seja aprovada, esse novo benefício seria mais bem remunerado.

Ainda conforme Lira, há a necessidade de desvincular o orçamento, pois segundo ele, prefeitos e governadores são obrigados a jogar dinheiro fora para cumprir o mínimo constitucional.

“Eu quero desvincular o orçamento. Hoje, você tem orçamento que bota 25% para educação, 30% para saúde, “x” para penitenciárias, vem todo carimbadinho. Então, de 100% do Orçamento, 96% você não pode mexer”, explicou Lira.

Novo auxílio emergencial

A ajuda deverá ficar em torno de R$ 250 a ser pago nos meses de março, abril e maio, podendo ser prorrogado para junho. O ministro da Economia, , já adiantou que cerca de 40 milhões de brasileiros devem receber o novo auxílio emergencial, número abaixo dos cerca de 68 milhões que receberam a ajuda no início da pandemia.

Assim, estima-se que em torno de 33 milhões de brasileiros, além de 14 milhões de beneficiários do programa , sejam selecionados através de um cruzamento de bancos de dados, que foi utilizado como funil para determinar os contemplados da nova rodada do auxílio emergencial. O trabalho aconteceu nos últimos 11 meses.

Para selecionar quem será contemplado, o ministro adiantou que não será necessário realizar uma nova inscrição, pois o  irá fazer uma ‘peneirada’ dos cadastros na base do governo para identificar quem atende aos novos critérios. Porém, não foi detalhado a faixa de renda ou quais outros critérios serão adotados.

Outra definição foi não conceder o pagamento dobrado a mulheres chefes de família, que chegaram a receber R$ 1,2 mil na primeira fase do auxílio emergencial, que era de R$ 600.

Presidente da Câmara propõe auxílio permanente a famílias de baixa renda
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