Cotidiano / Economia

Novo auxílio emergencial: Bolsonaro dá detalhes sobre valores e parcelas

Em sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou sobre alguns detalhes do novo auxílio emergencial, que já iniciou tramitação no Senado, mas depende de acordo entre líderes para passar pelo 1º turno de votação da chamada PEC Emergencial. Primeiro, o presidente pontuou que o valor proposto pelo governo será de R$ 250, […]

Gabriel Maymone Publicado em 26/02/2021, às 09h12

Bolsonaro deu alguns detalhes durante live. (Imagem: Reprodução)
Bolsonaro deu alguns detalhes durante live. (Imagem: Reprodução) - Bolsonaro deu alguns detalhes durante live. (Imagem: Reprodução)

Em sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou sobre alguns detalhes do novo auxílio emergencial, que já iniciou tramitação no Senado, mas depende de acordo entre líderes para passar pelo 1º turno de votação da chamada PEC Emergencial.

Primeiro, o presidente pontuou que o valor proposto pelo governo será de R$ 250, que deverá ser pago em quatro parcelas a partir de março. ”A princípio, o que deve ser feito? A partir de março, por quatro meses, R$ 250 de auxílio emergencial. Então é isso que está sendo disponibilizado, está sendo conversado ainda, em especial, com os presidentes da Câmara [Arthur Lira (PP-AL)] e do Senado [Rodrigo Pacheco (DEM-MG)]. Porque a gente tem que ter certeza de que o que nós acertarmos, vai ser em conjunto”, declarou.

Bolsonaro acredita que o pagamento das 4 parcelas serão suficientes até a economia engrenar de vez. “Nossa capacidade de endividamento está, acredito, no limite. Mais quatro meses pra ver se a economia pega de vez, pega pra valer”, afirmou.

Novo auxílio emergencial: o que se sabe até agora

A ajuda deverá ficar em torno de R$ 250 a ser pago nos meses de março, abril e maio, podendo ser prorrogado para junho. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já adiantou que cerca de 40 milhões de brasileiros devem receber o novo auxílio emergencial, número abaixo dos cerca de 68 milhões que receberam a ajuda no início da pandemia.

Assim, estima-se que em torno de 33 milhões de brasileiros, além de 14 milhões de beneficiários do programa Bolsa Família, sejam selecionados através de um cruzamento de bancos de dados, que foi utilizado como funil para determinar os contemplados da nova rodada do auxílio emergencial. O trabalho aconteceu nos últimos 11 meses.

Para selecionar quem será contemplado, o ministro adiantou que não será necessário realizar uma nova inscrição, pois o Ministério da Cidadania irá fazer uma ‘peneirada’ dos cadastros na base do governo para identificar quem atende aos novos critérios. Porém, não foi detalhado a faixa de renda ou quais outros critérios serão adotados.

Outra definição foi não conceder o pagamento dobrado a mulheres chefes de família, que chegaram a receber R$ 1,2 mil na primeira fase do auxílio emergencial, que era de R$ 600.

Não é descartada a possibilidade de prorrogação, assim como ocorreu no ano passado, quando o programa começou com pagamento de 5 parcelas de R$ 600 e foi estendido por mais 3 meses, com valor de R$ 300 e para um número menor de trabalhadores.

Ficam de fora das novas parcelas do auxílio emergencial em 2021:

Quem recebe pensão;
Aposentadoria;
Benefício assistencial;
Seguro desemprego;
Tem vínculo empregatício ativo.

Como será a seleção

A nova plataforma do governo utilizada para criar o pente-fino cruza informações de 11 bancos de dados para verificarem a situação dos beneficiários. Dentre as 11 bases de dados estão: CAGED, INSS, MEI, CNIS, dentre outras.

Para ter acesso aos dados é preciso somente o CPF do beneficiário, onde a plataforma é capaz de verificar se o beneficiário é servidor público, empresário, militar, aposentado ou pensionista, além de ser possível verificar quem são os dependentes declarados no Imposto de Renda.

Após a concessão do auxílio, o governo tem a pretensão de ampliar o uso desta plataforma e aplicá-la em programas para a distribuição de emprego e renda.

Jornal Midiamax