Cotidiano / Economia

MS tem a terceira menor taxa de desocupação e desemprego do país em 2020

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta quarta-feira (10), a pesquisa do quarto trimestre de 2020. Dos 2,20 milhões de moradores, acima de 14 anos, apenas 1,22 milhão estavam ocupadas e 125 mil estavam desocupadas, em Mato Grosso do Sul, representando a terceira menor taxa do país em 2020. Conforme o balanço, […]

Karina Campos Publicado em 10/03/2021, às 11h36

Fila de trabalhadores para acessar a Funtrab. (Foto: Leonardo de França/Arquivo)
Fila de trabalhadores para acessar a Funtrab. (Foto: Leonardo de França/Arquivo) - Fila de trabalhadores para acessar a Funtrab. (Foto: Leonardo de França/Arquivo)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta quarta-feira (10), a pesquisa do quarto trimestre de 2020. Dos 2,20 milhões de moradores, acima de 14 anos, apenas 1,22 milhão estavam ocupadas e 125 mil estavam desocupadas, em Mato Grosso do Sul, representando a terceira menor taxa do país em 2020.

Conforme o balanço, a taxa de desocupação no Estado aumento 2,7%, em relação ao trimestre anterior, que era estimada em 6,5%. Os números levam a uma taxa de desocupação média de 10% para o ano.

Outro ponto alarmante, é o crescimento de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, que aumentou para 34 mil, 23,1% maior do que o trimestre anterior, e de -12,9% se comparado ao mesmo período do ano anterior.

O levantamento considera que o nível de ocupação em 55,3%, representando variação de -,8 pontos. Já em relação ao mesmo período de 2019, o nível é de 61,0%, aumento de 2,4 pontos, em três meses.

Os moradores de MS com carteira assinada no setor privado, sofreu queda de 26,6%, em números absolutos, são cerca de 838 mil empregados, sendo desses 542 mil no setor privado, 423 mil com carteira assinada e 119 mil sem a formalidade. O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada foi de 78,0% do total de empregados no setor privado.

Já ao percentual do setor público, a variação entre o terceiro e quarto trimestre de 2020, o aumento foi de 129,8%, de trabalhadores com carteira assinada. Dentre as pessoas sem carteira e militar e funcionário público estatutário houve estabilidade.

Informalidade estável

Se por um lado a carteira assinada deixou de ser oficial para permanência de empregados no mercado de trabalho, a taxa de informalidade em MS para o quarto trimestre ficou em 37,3% da população ocupada, sendo considerada estável perante o trimestre anterior, que era de 36,9%. Em números absolutos são 456 mil trabalhadores nesta situação, sendo que no primeiro trimestre eram 430 mil.

Os autônomos ou que trabalham por conta própria, teve aumento de 5,4% na pesquisa, o que significa 72 mil empregadores, demonstrando estabilidade em relação ao trimestre imediatamente anterior, de 73 mil, e uma redução de 18,2% em relação ao mesmo trimestre de 2019, de 88 mil.

No total, empregadores e por conta própria, apenas 119 mil possuíam empreendimentos registrados no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). O maior índice percentual de trabalhadores com CNPJ pertence aos ocupados como empregadores, sendo que 73,6% deles possuíam o cadastro.

Na contramão, apenas 22,6% dos empregadores por conta própria possuíam CNPJ em MS. Além disso, o número de ocupados no último trimestre do ano, como trabalhador familiar auxiliar era de 20 mil pessoas. Esse dado aponta para uma variação de 46,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior (14 mil) e de 2,8% na comparação com o mesmo semestre do ano passado (19 mil).

A categoria trabalhador familiar auxiliar, pessoas que trabalham sem remuneração, durante pelo menos uma hora na semana de referência, em ajuda na atividade econômica de membro da mesma unidade domiciliar ou de um parente, no ranking, ocupava o sexto lugar entre os estados que apresentavam o menor percentual para essa categoria.

No Brasil, durante a pandemia de coronavírus, cerca de 20 estados tiveram recorde de desemprego em 2020. Acompanhando a média nacional, que aumentou de 11,9% em 2019 para 13,5% no ano passado, a maior da série histórica da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua.

Jornal Midiamax