Taxa de desemprego em MS cai, mas desocupação é maior entre as mulheres

Mato Grosso do Sul ficou em terceiro lugar no ranking de estados com menor taxa de desemprego

A taxa de desemprego em Mato Grosso do Sul no 4º trimestre de 2019 foi de 6,5%, menor em relação ao trimestre anterior, que foi de 7,5%. Com isso, MS ficou com a 3ª menor taxa de desemprego no país, mas quando comparado a desocupação entre sexos, há uma diferença notável.

De acordo com PNDA (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE, enquanto a taxa de desocupação entre os homens cai de 6,2% para 5%, o percentual entre as mulheres sobe de 8% para 8,4%, se comparados o trimestre em análise com o anterior. No 4º trimestre, entre as pessoas que estavam desocupadas no período, 57,5% eram mulheres e 42,5% eram homens. Em números, são cerca de 39 mil homens e 53 mil mulheres.

Se comparadas as quantidades de pessoas fora da força de trabalho (aquelas que não estão ocupadas nem desocupadas), haverá mais diferença. De todos os que se encontram nessa classificação (756 mil), 64,2% eram mulheres e 35,8% eram homens. No trimestre anterior os números eram, respectivamente, 720 mil, 66,2% e 33,8%.

Para se comparar percentuais de desocupação por cor ou raça em MS é interessante ter os percentuais de população. No 4º trimestre de 2019, 41,4% da população eram brancas e 56,7% preta ou parda. Dentre a população que estava desocupada, 34,8% eram brancas e 64,1% preta ou parda.

Nível de ocupação cai

O nível de ocupação em MS chegou a 61,0%, percentual que diminuiu tanto em relação ao trimestre anterior (-0,3%) quanto ao mesmo trimestre de 2018 (-0,9%). Também no estado, no 3º trimestre de 2019, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) foi de 16,2%, o que representa 230 mil pessoas.

Tempo para ficar empregado

Em relação ao tempo de procura, no estado, 18,4% dos desocupados estavam há menos de um mês em busca de trabalho; 50,2%, de um mês a um ano; 12,7%, de um ano a dois anos e 18,7%, há dois anos ou mais.

Em relação às pessoas desalentadas, no 4º trimestre havia 39 mil delas no estado. No trimestre anterior, eram 36 mil e, no mesmo trimestre do ano anterior, 32 mil. Houve, então, um incremento de, respectivamente, 6,4% e 22,1%.

Rendimento médio cai para pessoas ocupadas por conta própria

O rendimento médio das pessoas ocupadas como conta própria em MS, no 4º trimestre de 2019, foi de R$ 1.737,00. Em comparação ao terceiro trimestre de 2019 (R$ 1.782,00), houve uma queda de -2,5%. A queda ainda é maior se comparada ao mesmo trimestre de 2018 (-8,8%), quando a remuneração mensal habitual dos que trabalhavam por conta própria era de R$ 1.905,00.

Rendimento médio se mantém

Em MS o rendimento médio real habitual (de todos os trabalhos) das pessoas ocupadas, foi estimado em R$ 2.334,00. Este resultado apresentou estabilidade tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.299,00), quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.360,00).

Por ocupação, setor e categoria do emprego, o rendimento médio mensal dos empregados no setor privado era de R$ 1.908,00 (R$ 1.994,00 com carteira assinada e R$ 1.660,00 sem carteira). O rendimento médio mensal dos trabalhadores domésticos era de R$ 946,00 (R$ 1.255,00 com carteira assinada e R$ 805,00 sem carteira). Já o rendimento médio mensal dos empregados no setor público era de R$ 3.582,00.

Informalidade aumenta

No setor privado do estado, são 624 mil trabalhadores, sendo que deste total, 462 mil (74,3%) dos empregados tinham carteira de trabalho assinada e 162 mil não tinham carteira assinada (25,9%). O percentual de carteira assinada se manteve estável e o de empregados sem carteira assinada aumentou 19% em relação ao mesmo trimestre de 2018. A taxa de informalidade da população ocupada, em Mato Grosso do Sul, atingiu sua maior taxa desde 2016 tendo um aumento de 0,7% em relação ao ano anterior.

A maior proporção, em MS, se encontra nos indicadores do trabalhador auxiliar familiar (71,2%) e conta própria sem CNPJ (8,7%) em relação ao mesmo trimestre anterior. Já em comparação ao trimestre do ano anterior do mesmo período, destaca-se: trabalhador sem carteira (19%), empregador sem CNPJ e conta própria sem CNPJ (2,9%).

A taxa média nacional de informalidade foi superada em 18 estados, sendo que, em 11 destes, a taxa de informalidade ultrapassou os 50%. Apenas Distrito Federal (29,6%), Mato Grosso do Sul (37,8%), Paraná (34,3%), Rio Grande do Sul (34,0%), São Paulo (32,0%), Santa Catarina (27,3%) e Rio de Janeiro (37,5%) tiveram taxas de informalidade abaixo de 40%.

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