Supermercados apontam alta no setor agrícola como ‘vilã’ no preço da cesta básica

Associação afirma que o preço da matéria-prima tem encarecido para a indústria de alimentos

Após levantamento apontar que o preço da cesta básica variar até 185% em Campo Grande, os supermercados se pronunciaram e relataram ser isentos da alta nos valores dos itens. Segundo a AMAS (Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados) afirma que os valores dos produtos encareceram nas prateleiras devido ao alto valor que as indústrias pagam nos alimentos com os produtores.

“A AMAS vem por meio desta esclarecer que, os supermercados de não são os responsáveis
pelo aumento de preços nos principais itens da cesta básica”, disse.

De acordo com nota divulgada à imprensa, a matéria-prima de alimentos como o arroz, estaria concentrado na mão de poucos produtores e, devido a grande demanda, o produto chega mais caro para as indústrias e também nas prateleiras para os consumidores.

A associação usou dados da Abiarroz (Associação Brasileira da Industria de Arroz) para exemplificar. Segundo os dados, o arroz teve aumento de 118% nos últimos 12 meses, sendo 98% do total somente entre os meses de janeiro e agosto. Outros produtos tiveram aumento no setor agrícola segundo informações da Cogo Consultoria em Agronegócios, como o (77%), milho (70%), (66%) e o café (50%), refletido a alta do valor do dólar, que aumentou 36% no último ano.

Por fim, a associação disse que segue atenta às oscilações de preço dos produtos nos mercados que não sejam justificáveis. “Combateremos firmemente o aumento de preços injustificados por parte de todos os fornecedores envolvidos na cadeia de abastecimento”, disse em nota.

Variação de 185% no preço da cesta básica

Preços dos itens básicos da alimentação apresentaram diferença de até 185,31% em estabelecimentos de Campo Grande, conforme pesquisa divulgada nesta segunda-feira (31) pelo Procon-. A pesquisa foi feita verificando preços dos principais produtos que integram a cesta básica, como ocorre trimestralmente.

Conforme o Procon-, a ação ocorreu no período de 17 a 26 de agosto em curso abrangendo 176 produtos em 19 estabelecimentos. Do total pesquisado são divulgados 135 itens, uma vez que o critério de divulgação leva em conta que o produto deve ser encontrado em, pelo menos, três dos locais onde a verificação é realizada.

No setor alimentício foi encontrada diferença de 185,31% em relação ao fubá Donana em embalagem de 1kg. Já no setor de limpeza e higiene, o sabonete barra Lux 85g é o que apresenta maior diferença, com 147,37%.

Durante a pesquisa também foram verificados os menores índices de diferença. Neste caso, entre os gêneros alimentícios, o menor índice foi de 8,08% para o óleo de  Soya em embalagem de 900 ml. Em se falando de produto de higiene e limpeza, a menor diferença (7,73%), verificada foi em relação ao sabão em pó Brilhante caixa de 800 gramas.

Ainda, de acordo com o Procon-, foi traçado termos comparativos com os preços encontrados em itens que mantem a mesma apresentação em tamanho, peso e medida de um trimestre para outro. Foram comparados 97 itens e se observou que 70 obtiveram aumento e 24, decréscimo em seus valores.

As maiores diferenças ocorreram em relação ao óleo Liza 900ml com 37,25% mais caro enquanto o  Paquito 1kg apresentou redução de -42,21% no período.

Supermercados apontam alta no setor agrícola como 'vilã' no preço da cesta básica
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