Pesquisa aponta que 3,89 milhões das famílias ricas no país recebem auxílio emergencial de R$ 600

Renda familiar está acima do exigido para receber benefício

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Lomocotiva nesta semana aponta que 3,89 milhões de famílias que fazem parte da parcela mais rica da população brasileira pediram o e receberam o benefício, apesar de não ter direito.

Segundo o site Uol, as têm renda superior a R$ 1.780 mensais por pessoa, e um dos critérios legais para receber o auxílio é ter renda de até R$ 522,50 por pessoa ou renda familiar mensal de até R$ 3.135.

Ao todo foram 17,1 milhões de famílias com a renda superior ao exigido que pediram o auxílio, 69% delas conseguiram o benefício mesmo sem ter direito.

O instituto classifica as famílias como pertencente às classes A ou B, há a FGV (Fundação Getúlio Vargas) classifica as mesmas classes apenas famílias com renda superior a R$ 8.259 por pessoa.

Entre os casos estão jovens que depende dos pais no Imposto de Renda, mulheres que declararam não ter renda e depender apenas do marido, alguns que declararam o próprio salário sem mencionar dos outros moradores da casa e trabalhadores PJ (pessoas jurídicas) que fizeram o cadastro alegando não ter carteira assinada.

Renato Meirelles, fundador e presidente do Instituto Locomotiva, diz que, em entrevistas, as pessoas que recebem o benefício indevidamente negam estar agindo de forma errada. Elas se justificam dizendo que a vida também piorou para elas, com a pandemia, e que, como pagam impostos, têm direito de receber o auxílio.

Crime de

Mentir no cadastro para receber o pode configurar crime de e pessoa pode ser presa em flagrante e ter mais de 6 anos de prisão decretada.

Conforme apurou o Uol, dacordo com o promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo Rogério Sanches Cunha, a pessoa que mentiu deliberadamente com o objetivo de obter vantagem indevida cometeu o crime de , que tem pena de um a cinco anos de prisão. Como o crime é contra os cofres públicos, existe um aumento na pena, fazendo com que ela possa chegar a seis anos e oito meses.

Além disso, como o auxílio é dividido em três parcelas que ainda estão sendo pagas, o crime continua em andamento. Por isso, a pessoa que fraudou o cadastro pode ser presa em flagrante a qualquer momento.

Por ser um auxílio custeado com recursos federais, o promotor afirma que cabe à Polícia Federal investigar e ao Ministério Público Federal denunciar os fraudadores.

Pesquisa aponta que 3,89 milhões das famílias ricas no país recebem auxílio emergencial de R$ 600
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