MS perdeu 3,4 mil postos de trabalho desde o início da pandemia, aponta Caged

Os setores de serviços e comércio foram os mais prejudicados no período de março a agosto

A chegada da pandemia do coronavírus em março quebrou a tendência de alta na geração de empregos em e deixa saldo negativo de 3.408 postos de trabalho desativados.

Conforme dados do (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do , desde que o mercado de trabalho foi abalado pelos reflexos da chegada do vírus, MS perdeu 10.334 vagas de trabalho formal somente nos meses de abril e maio.

O cadastro mostra que o estado havia registrado duas altas no começo do ano: janeiro (+1.829 vagas) e fevereiro (+6.037). Porém, o mês de março que já apresentava tendência de continuar o bom momento na geração de empregos acabou ‘perdendo a força’ e fechou com a criação de 24 vagas de trabalho.

Após esse período, o mercado de trabalho iniciou recuperação, com a geração de 6.926 empregos. Porém, ainda não foi suficiente para repor as vagas perdidas durante a pandemia. O mês de junho já registrou a criação de 1.164 vagas. Em julho, o número foi de 3.126 e em agosto a alta foi menor, de 2.612.

Impactos

Os setores que mais sofreram com as restrições na circulação de pessoas e funcionamento de estabelecimentos foram o comércio e serviços. Juntos, perderam 4.728 vagas formais de trabalho no período.

Também registraram saldo negativo os segmentos da agropecuária (-311) e Construção (-184).

Por outro lado, a indústria conseguiu recuperar as perdas na pandemia e registrou a criação de 1.791 novos empregos formais, o que ajudou a balancear o saldo do estado.

Balança

Apesar da pandemia desequilibrar a balança do mercado de trabalho, continua com saldo positivo se analisado o acumulado no ano. De janeiro a agosto, foram criados 4.458 novos empregos formais. Conforme os dados, o estoque de empregos atual é de 519.463 postos.

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