Cotidiano / Economia

Dívida do Basil não chegará a 100% do PIB, diz Tesouro

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que a dívida do Brasil em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) não ficará na faixa de 100% do PIB como alguns economistas têm estimado. Também afirmou que o “lockdown” pode ser menor que o esperado por esses especialistas, dizendo que é preciso avaliar o que dizem […]

Agência Estado Publicado em 16/04/2020, às 09h06 - Atualizado em 15/07/2020, às 12h44

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida (Marcelo Camargo/Agência Brasil) - O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que a dívida do Brasil em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) não ficará na faixa de 100% do PIB como alguns economistas têm estimado. Também afirmou que o “lockdown” pode ser menor que o esperado por esses especialistas, dizendo que é preciso avaliar o que dizem os profissionais da área da saúde. “O nível da dívida deve ficar entre 85% e 90% do PIB, mas no próximo ano, temos de retomar a agenda de reformas para que o País cresça e reduza esse peso da dívida na economia”, afirmou em entrevista à GloboNews.

A despeito de reconhecer um avanço considerável da relação dívida/PIB, o secretário preferiu não fazer estimativa para o PIB deste ano. Lembrou que alguns economistas já estimam retração na faixa de 8% do PIB, mas ponderou que ainda não é possível fazer projeção. “Pode ser dois, três, cinco, até maior, mas ainda não sabemos. Vamos esperar as próximas semanas para ver até quando se dará o ‘lockdown'”, disse.

Ele reafirmou nesta manhã que os gastos que o governo está fazendo neste momento para amenizar os impactos do novo coronavírus na saúde e na economia são temporários. “Esse é o cuidado que temos de reconhecer. A PEC do Orçamento de Guerra tem nos ajudado, pois não permite folga para despesa permanente. Neste ano, são gastos prioritários para proteger as pessoas, a renda, os informais. E é bom reconhecer o papel do Congresso”, disse.

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