Diesel da Petrobras sobe 5% ao maior nível desde fevereiro; gasolina avança 6%

Segundo dados compilados pela Reuters, o preço médio do nas refinarias da passa a ser de 1,8203 real por litro, maior nível desde o final de fevereiro. Apesar de distante das mínimas vistas em abril e maio, quando o consumo foi fortemente impactado pelas medidas de isolamento social relacionadas à pandemia de coronavírus, o ainda acumula queda de 22,3% no ano, publicou a Reuters.

Já o valor médio da gasolina avança para 1,8246 real por litro, ainda de acordo com números da compilados pela Reuters, atingindo o mais alto nível desde janeiro. O combustível, que nas mínimas do ano chegou a custar menos de 1 real por litro nas refinarias, acumula recuo de 4,8% em 2020.

Além do aumento do consumo que tem acompanhado a flexibilização das medidas de quarentena no país recentemente, o valor do definido pela para os combustíveis também segue a paridade de importação, que é influenciada por fatores como o preço do petróleo no mercado internacional e as cotações do dólar.

Neste mês, a moeda norte-americana acumula ganho de mais de 7% frente ao real, tendo chegado a ultrapassar a marca de 5,65 reais nesta quinta-feira, em meio a preocupações com o cenário fiscal do Brasil e incertezas políticas.

Já o petróleo Brent tem operado em torno dos 45 dólares por barril e acumula ganho de cerca de 3,5% em agosto. Nas mínimas do ano, o valor de referência internacional da commodity chegou à casa de 16 dólares o barril.

“Quanto a esse aumento específico (dos combustíveis), ele é totalmente em linha com o que nós vimos, especialmente na semana passada, nesse platô de preços em que o Brent está… Esse movimento de hoje a gente entende como perfeitamente justificado”, disse Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Ele acredita, porém, que a sinalização da Organização dos Países Exportadores de (Opep) de que o avanço da demanda pela commodity está aquém do esperado, a despeito de dados que mostram uma melhora, “pode restringir a ocorrência ou o tamanho do choque de um possível movimento futuro” da nos preços.

O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos, no entanto, não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de anidro.

Os preços médios da gasolina e do nos postos brasileiros subiram na semana passada, no 12° aumento semanal consecutivo, segundo dados da reguladora , enquanto o também avançou pela segunda semana seguida. (Informações da Reuters)

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