Mais 700 podem perder emprego e comerciantes vão às ruas por reabertura da fronteira em MS

Exército paraguaio voltou a fazer barreiras nesta terça-feira e acompanha a manifestação

Diante de uma nova sinalização das autoridades paraguaias de que a fronteira entre Pedro Juan Caballero, no Paraguai e Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul podem ficar de fora do protocolo formalizado na semana passada, comerciantes foram às ruas nesta terça-feira (22) para pressionar as autoridades. Mais de 5 mil já perderam o emprego e outros 700 podem ficar desempregados.

Isso porque a rede Maxi de Supermercados informou em postagens que circulam nas redes sociais, que deve fechar as três unidades que funcionam em Pedro Juan Caballero, caso a fronteira não seja reaberta. São mais de 700 os empregados nas redes.

Os comerciantes criticam o Governo do Paraguai que insiste em reabrir somente a fronteira Ciudade Del Leste, na divisa com Foz do Iguaçu, no Paraná. Segundo eles, a situação da economia local é de total estrangulamento e e pode ficar ainda pior caso a fronteira com Mato Grosso do Sul não seja reaberta.

¨Prejudicar a fronteira já não faz sentido, muitos comerciantes já fecharam definitivamente as suas lojas e os poucos que sobrevivem estão prestes a jogar a toalha, por isso amanhã vamos sair para exigir a abertura da fronteira com a Ponta Porã¨, disse o presidente da Câmara de Comércio de Pedro Juan Caballero, Victor Barreto.

Segundo ele, cerca de 5 mil funcionários demitidos das centenas de estabelecimentos comerciais que fecharam após o fechamento da fronteira, apoiam a manifestação organizada  Câmara de Comércio para exigir a reabertura da fronteira com Ponta Porã e, assim, sonhar novamente com um emprego.

A reportagem entrou em contato com a rede de supermercados que atua na fronteira, mas até o momento não recebeu nenhuma manifestação do grupo.

Em conversa com o Midiamax, Víctor informou que um dos objetivo da manifestação era   fechar a   portaria da Alfândega e  a administração de Navegação e Portos de nesta cidade, vetando qualquer atividade nas duas repartições, mas soldados do exercito fazem bloqueio e pedem os funcionário fiquem livres para ter acesso ao trabalho conforme mostra o vídeo que a reportagem teve acesso.

 

 

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