Com 87 casos de coronavírus, setor turístico reabre em Bonito sob 7 protocolos contra a doença

Expectativa é de que a baixa temporada tenha boa procura e ajude a reverter demissões e perdas; regras atingem diferentes setores

Desde esta quarta-feira (1º), Bonito –a 297 km de Campo Grande– está com seus atrativos turísticos reabertos, diante da expectativa de retomar um setor que é responsável por boa parte dos empregos e da renda dos moradores. E que aposta na baixa temporada para recuperar os prejuízos com a pandemia do novo coronavírus ().

A volta, porém, obedece a 7 protocolos de biossegurança, por setor, a serem obedecidos pelos operadores da cadeia e que abrangem Hospedagem, Atrativos Turísticos, Agências de Turismo, Estabelecimentos de Alimentos e Bebidas, Serviços de Transportes em Geral, Estabelecimentos Comerciais em Geral e Boas Práticas para os Guias de Turismo.

A medida foi adotada em comum acordo entre operadores e a . O município totalizou até esta quinta-feira (2) 87 casos positivos de , doença que chegou à cidade a partir de um frigorífico. A incidência é de 395,9 casos por 100 mil habitantes. A volta da atividade já é comemorada entre os operadores.

“Hoje, o turista de está à frente de outros turistas, já que, para vir a Bonito, não precisa entrar em um avião. Além disso, a baixa temporada se estenderá até dezembro de 2020, e isso incluiu preços para fomentar a economia e o turismo nesse momento tão atípico”, aposta Kassilene Cardadeiro, gestora do projeto MS+Bonito e diretora da H2O, que atua no ecoturismo local.

Já o guia turístico Maycon Portilho avalia que a reabertura permitirá “manter os empregos e contribuir para o desenvolvimento local, considerando que mais da metade da população mantém seus empregos diretamente no turismo”.

Segundo Portilho, a volta das atividades segue protocolos de biossegurança elaborados pela Atratur (associação local dos operadores do setor) e da , baseados em normas do Ministério de Turismo, bem como o plano de contingência da Prefeitura de Jardim.

As regras básicas incluem uso obrigatório de máscaras na visitação, distanciamento social, redução da capacidade dos locais e grupos a 30%, menos horários e intensificação da higienização de equipamentos. Já os restaurantes adotaram o sistema a la carte para atender aos clientes.

O guia ainda disse que o plano de atendimento passa pela capacitação de equipes que atuarão. Agora, a intenção é divulgar a reabertura para reiniciar os agendamentos. “Estamos preparados para este novo momento”, pontuou.

“A importância [da reabertura] é principalmente econômica, dado que a principal fonte de renda do município é o ecoturismo”, disse Coelho, diretora de Sustentabilidade do Grupo Rio da Prata. Ela ressaltou que, sem turistas, o desemprego registrou aumento considerável.

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