Após cair com ajuste, dólar à vista sobe com tensão EUA-China e espera por vídeo

Investidores estão à espera da decisão do STF sobre o levantamento do sigilo do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril

O dólar à vista abriu em leve baixa, refletindo ajustes de posições após ter fechado ontem a R$ 5,5818, acima do dólar futuro de junho, a R$ 5,5565. Passados esses ajustes, a moeda spot virou e subiu até a máxima a R$ 5,6046 (+0,41%), em um alinhamento à valorização do dólar futuro de junho, que acompanha desde a abertura o dólar forte no exterior em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e China.

Há pouco, o euro acelerou a queda ante o dólar paralelamente a um movimento de recuperação dos mercados acionários europeus e dos Futuros de Nova York, após o Banco Central Europeu (BCE) sinalizar em ata que poderá ampliar medidas de estímulos em sua próxima reunião de política monetária, em junho.

Os investidores estão à espera ainda da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, sobre o levantamento do sigilo do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril.

Essa reunião foi citada pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro como prova das acusações de interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

O anúncio deve ocorrer até as 17 horas. Há expectativa também pela sanção presidencial do projeto de socorro financeiro para Estados e municípios, aprovado no dia 6 de maio pelo Senado.

Outro foco de preocupação é a escalada dos casos e mortes por coronavírus no Brasil. Ontem, o Brasil superou 20 mil óbitos por covid-19 e estava na liderança, com 93,86 novos casos da doença por milhão de habitantes, ultrapassando os 300 mil casos, enquanto o índice dos EUA estava em 70,35 casos pmh.

Mais cedo, a FGV informou que a mediana da inflação esperada pelos consumidores para os próximos 12 meses recuou 0,3 ponto porcentual em maio, para 4,8%, ante um resultado de 5,1% obtido em abril.

Às 9h39 (do horário de Brasília), o dólar à vista subia 0,18%, a R$ 5,5921. O dólar para junho avançava a R$ 5,5920 (+0,64%).

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