‘Tamo Junto’: 6 em cada 10 campo-grandenses estão devendo muito, aponta pesquisa

Cartões de crédito, carnês e financiamento habitacional são os 'vilões' do endividamento

Subiu para 58,8% neste mês a porcentagem de pessoas endividadas em Campo Grande, conforme aponta a PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pelo CNC (Confederação Nacional do Comércio). O número reflete a quarta alta consecutiva – em maio, por exemplo, a porcentagem de endividados era de 54,1%.

A porcentagem de junho reflete 181.846 mil pessoas na Capital. Deste total, 94.674 (30,6%) possuem contas em atraso e 39.388 (12,7%) não terão condições de pagar as dívidas, conforme a PEIC deste mês. Os vilões do endividamento e da inadimplência são cartões de crédito (66,2%), carnês (20,6%) e financiamento habitacional (14%).

Apesar disso, Campo Grande ainda está abaixo das Capitais brasileiras, cuja média é próxima dos 65%. Porém, a Capital supera as demais em relação às contas em atraso e a falta de condições para arcar com as dívidas (confira o infográfico abaixo).

Nível de endividamento

A PEIC de junho também detalhao nível de endividamento. Segundo os dados coletados, dos 58,8%, 14,2% está muito endividado, enquanto 21,4% considera-se mais ou menos endividado e 23,1% estão pouco endividados. 41,2% afirmam não terem dívidas como cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros.

A proporção de endividados aumenta entre o público que ganha menos de 10 salários mínimos: a porcentagem alcança 60,9% do total. Acima de dez salários, o número de endividados cai para 48% do total.

De acordo com a economista do IPF-MS (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Fecomércio-MS), Daniela Dias, o aumento do endividamento pode estar relacionado ao aumento na intenção de consumo, identificado nas pesquisas anteriores. “É preciso sempre ressaltar a necessidade do consumo consciente, dentro das possibilidades e sem prejudicar o orçamento doméstico, pois estamos num processo de recuperação da economia, que ainda se faz frágil”, destaca a economista.

Foram entrevistadas 500 famílias campo-grandenses nos últimos dez dias de maio. Confira a pesquisa na íntegra clicando AQUI.

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