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Salmonella e quase 500 toneladas de frango da perdigão no lixo foram ‘acidente’, diz associação

Descarte voluntário da BRF aconteceu após risco de contaminação por bactéria em produção de MS

O presidente da Avimasul (Associação dos Avicultores de Mato Grosso do Sul) e também presidente da Câmara Setorial da Avicultura do Estado, Adroaldo Hoffman, explicou nesta quinta (14) que a bactéria da Salmonella ‘está no ar’ e o que aconteceu com produção do frango em Dourados, “foi uma fatalidade sem trazer qualquer impacto para o Estado”.

“Tudo o que se diz respeito a controle sanitário por parte do produtor e da agroindústria são tomadas, porém temos que entender que acidentes acontecem e que a parte de seriedade do negócio é a empresa no momento em que acontece o acidente, se responsabilizar e resolver o problema imediatamente, não protelar decisões”.

Na noite de ontem, cerca de 464 toneladas de frango irão para o lixo após terem sidos contaminados pela Salmonella em Dourados – distante 225 quilômetros da Capital. Os lotes de alguns produtos de carne de frango in natura somam 164,7 toneladas no mercado doméstico e a ação inclui a retirada preventiva de 299,6 toneladas destinadas ao exterior.

Ao Jornal Midiamax, Adroaldo explica a bactéria Salmonella ‘está no ar’ e o que aconteceu foi uma fatalidade sem trazer qualquer impacto para o Estado. “A gente tem que entender que acidentes acontecem e a parte da seriedade do negócio é a empresa que no momento do acidente, se responsabilizar”.

Mesmo com toda a salubridade, Adroaldo Hoffman exalta a rapidez com que a empresa tratou do assunto e constatou o problema, tendo uma preocupação com seus consumidores, apontando que haverá um maior cuidado para que novas infestações das bactérias não se espalham em novas produções.

O presidente também alega que se a situação for divulgada de uma maneira ‘pejorativa, isso pode acabar afetando a cadeia produtiva futuramente, expondo que possa ser um ‘problema’ contínuo na produção da proteína do frango.

“A cadeia produtiva do frango, da proteína é uma cadeia pujante, uma cadeia que tem um sucesso no mundo inteiro, o Brasil é reconhecido no mundo inteiro como um país que produz uma proteína de extrema qualidade e com um grau de eficiência muito grande, tem uma competitividade muito grande mundo a fora e isso vai continuar e a gente tem que fazer uma força como um todo, como produtor, como indústria, pensar como o Brasil”.

A suspeita é que a produção de novembro do ano passado possa ter sido contaminada. (Arquivo)

Para Adroaldo, “é um acidente que a gente nunca quer que se repita” e constata que não existe uma receita ou ação para evitar esse tipo de acontecimento, mas afirma que fazem de tudo para evitar. “Garanto que a indústria e os produtores têm extremo cuidado e preocupação com o produto que é produzido e isso podemos constatar nas exportações brasileiras, aonde o Brasil é o principal exportador do mundo dessa proteína”.

“Japão, um mercado europeu não compra uma carne que ele não saiba a procedência e o zelo que o produtor e que a indústria tenha nesse alimento e é o alimento que a gente consome aqui no Brasil”, acrescentou o presidente da Avimasul.

Hoffman afirma que após essa fatalidade, “a atenção de todos nós vai ficar mais aguçada. Já temos um grau de cuidado e de zelo que faz inveja para muitos países do mundo. É aquele tipo de coisa inevitável que ninguém deseja”.

Sem resposta

A reportagem entrou em contato com a empresa BRF, com sede em Dourados, para tentar saber o que será feito o descarte dessa produção, mas segundo orientação, a empresa não vai se pronunciar sobre o assunto.

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