‘Houve ganho dos dois lados’, diz Tereza Cristina sobre pacto entre Mercosul e Europa

Ministra participou das negociações finais em Bruxelas e celebrou o tratado, após 20 anos de conversas entre os dois blocos

O Mercosul fechou nesta sexta-feira (28) acordo de livre-comércio com a União Europeia abrindo os mercados dos países envolvidos. Em entrevista coletiva da ministra da Agricultura, a sul-mato-grossense Tereza Cristina, respondeu questionamentos, entre eles, sobre possíveis desvantagens levadas pelo Brasil na negociação.

“Houve ganho dos dois lados. Não existe acordo que só um ganha. É claro que nós ganhamos em algumas coisas mais, em outras menos. O interesse não era só do Brasil, tinha o interesse de todo o Mercosul também. Tinham que ser acomodados os interesses da Argentina, Uruguai e Paraguai”, frisa Tereza.

A entrevista foi concedida na capital belga Bruxelas, cidade onde o tratado envolvendo comércio de bens, serviços, investimentos e compras governamentais dos países inclusos nos dois blocos. A resposta foi dada ao ser abordada sobre o tema de cotas de vendas, em específico, o de carnes, açúcar e etanol.

“Eu não queria entrar no tema das cotas hoje por que elas serão publicadas em breve, mas é um avanço. Onde não ganhamos no volume, ganhamos na tarifa. É um acordo e entra também a cota zero. Em muitos casos, diminui as tarifas existentes. É muito longo o acordo, vamos esperar a hora que ele estiver posto”, completa Tereza.

Ela ainda finaliza que houve sim concessões em volumes ou taxas de entrada para que o acordo fosse finalizado, mas que quando os produtos estiverem na mesa do consumidor, todos irão ver o menu cheio de opções que se abriu ao acessar o grande mercado agrícola que é União Europeia.

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