MS divulga fotos do projeto da ponte em Porto Murtinho e Verruck projeta ‘nova Paranaguá’

Ponte estaiada sobre o rio Paraguai vai ligar município de MS a Carmelo Peralta, no Paraguai

O Governo do Estado divulgou nesta terça-feira (23) fotos do projeto de construção da ponte que ligará Porto Murtinho – a 440 km de Campo Grande – à cidade paraguaia de Carmelo Peralta. Além da ponte, o município também receberá novos portos.

Para o titular da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, quando todos os projetos estiverem executados, Porto Murtinho será a nossa nova Paranaguá”.

Porto Murtinho terá, em dois anos, quatro portos operando na Hidrovia do Paraguai e, em 2023, será o eixo do Corredor Bioceânico (Atlântico-Pacífico) por rodovia, com a construção da ponte sobre o mesmo rio.

Conforme o Governo, com a construção dos três novos portos e a perspectiva de um quarto, que terá investimento de um grupo paranaense, mais de R$ 450 milhões serão injetados no município nos próximos anos. Entre investimentos do Estado e da União em infraestrutura, chega-se ao valor de R$ 650 milhões.

A capacidade de escoamento fluvial de commodities em Porto Murtinho hoje é de 460 mil toneladas/ano e deverá ser ampliada para seis milhões de toneladas/ano a médio prazo.

A ponte, no estilo estaiada, terá extensão total de 680 metros, de uma barranca a outra do rio, 12 metros de largura com mais uma passarela lateral para pedestre.

A implantação do corredor rodoviário bioceânico reduzirá em 8 mil km a distância marítima para chegar os produtos ao principal mercado, o asiático. De Campo Grande até os portos do Chile, no Oceano Pacífico são 1.900 km.

Todas essas mudanças trarão aumento na arrecadação do município, conforme estimativa da prefeitura. A arrecadação atual é de R$ 6 milhões/mês, mas a cidade projeta crescimento da receita anual em 30%, em dois anos, segundo o prefeito Derley Delevatti.

Para isso, a administração pretende incentivar o empresariado com a redução do ISS (Imposto Sobre Serviços) de 5% para 2% e quer a reabertura do frigorífico da Marfrig, fechado há cinco anos. (Com assessoria)

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