Made in MS: 60% dos turistas que visitam Campo Grande são do interior

A maioria de quem vem à Capital é para visitar amigos e familiares

Visitando amigos, passando rapidamente pela cidade, viajando a negócios ou até mesmo por questões de saúde: 60% dos turistas que visitam Campo Grande são daqui mesmo do estado, apontou pesquisa do Sebrae e da Fecomércio-MS.

A pesquisa realizada entre agosto de 2018 e fevereiro de 2019 mostrou que 31,11% do público que visita a Capital sul-mato-grossense vem para visitar amigos ou familiares. Em seguida, com índice de 30,37%, os visitantes de Campo Grande vêm por conta de negócios.

“Nesse contexto a gente tem pretensões de consumo diferentes, pois em Corumbá e em Bonito é um turismo relacionado com o lazer. Em Campo Grande está relacionado com a visita de amigos, familiares, parte de negócios e de saúde. Isso não significa que não temos um potencial a ser explorado em Campo Grande. Estamos caminhando para um turismo de eventos e de negócios”, disse Daniela Dias, economista da Fecomércio-MS.

E os números não mentem, pois conforme os dados, o lazer na Capital ainda aparece atrás da visitação por questões de saúde, com 11,85%. Os moradores que vêm a Campo Grande por conta de saúde representaram 19,26%.

A maioria dos turistas que vem a Campo Grande também permanecem por pouco tempo na cidade. 18,75% fica apenas um dia na cidade; 15,63% por dois dias e 19,53% permanecem por até três dias na Capital.

A pesquisa do Sebrae também mostrou que 74% dos turistas de Campo Grande chegam até a cidade de ônibus e na hora de se alimentar os visitantes também são econômicos, pois 92,92% pretendem gastar apenas R$ 50 com alimentação. O material completo da pesquisa pode ser acessado clicando aqui.

Disposição para gastar

Conforme o levantamento feito em Campo Grande, Corumbá e Bonito, quase metade do público que vem a MS tem a intenção de gastar R$ 1 mil. O quantitativo corresponde a 47,64% dos turistas entrevistados. Logo em seguida aparece os turistas com a intenção de gastar entre R$ 501 a R$ 1 mil, correspondente a 19,81%.

O público mais econômico foi de 14,15% e 9,43%, dispostos a “abrir a carteira” e gastar entre R$ 201 e R$ 500 e até R$ 100, respectivamente.

Para a analista técnica do Sebrae, Vanessa Shmidt, o estudo mostra possibilidades para o setor em MS, já que o turismo no estado emprega mais de 29 mil pessoas e tem atualmente 4,6 mil empresas no segmento, conforme dados do Rais (Relação Anual de Informações Sociais) do Ministério do Trabalho. “Tanto o turismo de Bonito quanto Corumbá tem atrações mais estruturadas e que permitem que o turista tenha uma faixa maior de gastos”, disse.

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