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IPCA acumulado em 2018 na Capital sobe e chega a 2,98%

Índice registrado na Capital durante todo o ano de 2017 foi de 2,11%, um aumento de 0,87%

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta-feira (11) o valor do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado de 2018. Em Campo Grande o índice variou 0,87 ponto percentual no comparativo com 2017, quando registrou 2,11%, e atingiu a marca de 2,98% no ano.

Apesar do aumento, a Capital sul-mato-grossense ficou abaixo da média nacional da inflação, que chegou a 3,75%, 0,80 ponto percentual acima dos 2,95% registrados em 2017.

Já o IPCA nacional de dezembro foi de 0,15%, ficando acima do -0,21% de novembro. Essa foi a menor variação para um mês de dezembro desde o início do Plano Real, em 1994. Em dezembro de 2017, o índice tinha sido de 0,44%.

De acordo com a publicação, o grupo dos alimentos teve aumento nos preços de novembro (0,39%) para dezembro (0,44%), gerando o maior impacto na média nacional. As maiores pressões vieram dos alimentos para consumo em casa (de 0,34% em novembro para 0,50% em dezembro). Entretanto alguns produtos passarem a custar menos em dezembro, como por exemplo o leite longa vida (-7,73%), o pão francês (-1,31%) e o arroz (-1,19%), outros produtos, também importantes, exerceram pressão contrária, como a cebola (24,03%), a batata-inglesa (20,05%), o feijão-carioca (12,98%), as frutas (3,11%) e as carnes (2,04%).

A alimentação fora de casa desacelerou de novembro (0,49%) para dezembro (0,33%). Em Campo Grande, a variação acumulada do ano para a alimentação em casa ficou em 3,42%, já a fora de casa terminou em 3,33%.

Os principais responsáveis pela queda do grupo dos Transportes (-0,54%) foram os combustíveis (-4,25%), em especial a gasolina (-4,80%), acompanhada pelo óleo diesel (-3,45%) e o etanol (-2,70%).

O ônibus urbano (0,13%) incorpora o reajuste nas tarifas em Aracaju (9,43%) de 14,00%, a partir de 9 de dezembro, e de 6,76% em Campo Grande (5,95%), desde 3 de dezembro.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos e abrange 10 regiões metropolitanas, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís.

Cesta básica

O IBGE também divulgou os dados do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento. Na Capital o acumulado de 2018 fechou em 2,37%, índice bem maior que o registrado no ano anterior, quando encerrou em 0,85%.

No país o índice acumulou 3,43% em 2018, acima dos 2,07% de 2017 em 1,36 pontos percentuais. Os alimentos tiveram variação de 3,82% enquanto os não alimentícios variaram 3,25%. Em 2017, os alimentos haviam apresentado queda de 2,70% e, os não alimentícios, alta de 4,25%.

O INPC de dezembro foi de 0,14% na média nacional, acima dos -0,25% de novembro. Ao lado de dezembro de 2016 (0,14%), esta variação foi a menor para o mês desde o início do Plano Real. O acumulado de 2018 fechou em 3,43%, acima dos 2,07% de 2017.

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís. (Com assessoria)

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