Ao custo de R$ 396,98, cesta básica na Capital sofre terceira queda seguida

Valor ainda é superior ao mesmo período do ano passado, quando cesta custava

Ao custo de R$ 396,98, o preço da cesta básica individual em Campo Grande sofreu queda de 2,73% em setembro, de acordo com levantamento realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgado nesta sexta-feira (4). É a terceira queda consecutiva e a quinta do ano.

A queda significou uma economia de R$ 11,13 em relação ao valor utilizado para aquisição dos itens alimentícios no mês de Agosto. O Dieese aponta que o preço médio de uma cesta ao longo destes três trimestres foi de R$ 430,11.

De janeiro até o último mês, a cesta básica individual sofreu queda acumulada de 6,12%. Porém, em relação ao mesmo período de 2018, o custo atual segue 3,44% maior: há um ano, a cesta básica saia por R$ 383,77, uma diferença de R$ 13,21 em relação ao valor atual.

Acompanhando a tendência de queda no custo individual, o valor da cesta familiar – usada para atender uma família composta por dois adultos e duas crianças -, apresentou custo de R$ 1.190,94, uma redução de R$ 33,39 na comparação com o mês anterior.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a diferença foi de R$ 39,63 para o trabalhador que ganha um salário mínimo. Já o valor médio para aquisição da cesta familiar no período de nove meses deste ano foi de R$ 1.290,33.

Comprometimento do salário

Segundo o Dieese, o custo da cesta familiar apresentou uma equivalência de 1,19 vezes o salário mínimo bruto, uma discreta redução de 0,04% na comparação com Agosto. Já o nível de comprometimento do salário mínimo líquido para aquisição de uma cesta básica teve redução em 1,21%, uma vez que o percentual foi de 43,24% em setembro.

Para o conjunto de trabalhadores que recebem um salário mínimo, a jornada de trabalho necessária para adquirir uma cesta básica diminuiu 2 horas e 27 minutos em relação à Agosto, pois que foi de 87 horas e 31 minutos.

No mês que encerra o terceiro trimestre do ano, foram registradas três altas de preço, a saber: Óleo de soja (6,04%), Banana (1,95%) e Farinha de trigo (0,50%). Em 12 meses, porém, o preço do óleo não teve variação de preços (0,0%), a fruta variou 21,38% e a farinha teve queda (-6,26%). O preço médio do óleo de soja passou de R$ 3,03 para R$ 3,22 em um mês.

Entre os itens que registraram redução de preços temos a Batata (-15,71%), o Feijão carioquinha (-11,78%), o Tomate (-7,26%), a Manteiga (-2,89%), o Açúcar do tipo cristal (-2,65%), o Leite de caixinha (-2,01%), a Carne bovina (-1,38%), o Arroz (-1,08%), o Café em pó (-1,04%) e o Pãozinho francês (-0,53%).

Em 12 meses, as altas mais expressivas foram de Batata (91,56%), Feijão (50,46%), Banana (21,38%) e Tomate (12,85%). As retrações foram observadas nos preços do Leite (-19,25%), do Café (-15,91%) e da Farinha de trigo (-6,26%).

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