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A três semanas do Carnaval, movimento de foliões é tímido no comércio de Campo Grande

Comerciantes acreditam que consumidores devem deixar as compras para última hora

A menos de um mês do Carnaval, um dos eventos que mais movimenta as vendas na Capital, a empolgação dos comerciantes ainda é tímida. Nas ruas do centro de Campo Grande, são poucas as lojas decoradas e com atrativos para a data comemorativa. De acordo com os comerciantes, a volta às aulas ainda é prioridade e os consumidores devem deixar as compras para folia para a última hora.

Na rua 14 de julho, uma loja de acessórios chama a atenção por ser uma das poucas a investir na decoração da vitrine para o Carnaval. Até mesmo as funcionárias já usam uniformes personalizados com inspiração na folia. “Elas se vestem e usam os acessórios da loja, é uma vitrine viva. As pessoas as veem usando a combinação”, explica o gerente Djalma Santos. Ele afirma que Campo Grande está criando uma tradição para os blocos de Carnaval e por isso decidiu investir.

O gerente Djalma acredita que os consumidores já devem aparecer com a chegada do 5° dia útil. (Foto: Marcos Ermínio)

“Temos muito estoque, o movimento ainda está fraco, mas acredito que agora que o quinto dia útil passou, as pessoas já vão começar a procurar suas fantasias”, comenta. A loja oferece acessórios de cabelo, como estrelas-do-mar e tiaras com orelhas, frases e até plumas. Para o gerente, as tendências devem ser focadas nos acessórios neon, que vieram com força no verão.

Djalma também atribui o fraco movimento às obras na rua 14 de Julho. Segundo ele, mesmo que a rua esteja liberada, há obras nas calçadas, trazendo poeira e afastando os clientes. “Existe acesso à loja porque a rua está liberada, entretanto o acesso pela avenida Afonso Pena está fechado, e isso atrapalha muito também”.

Em uma loja de variedades na avenida Afonso Pena, os acessórios de carnaval ficam ofuscados pelas prateleiras cheias de cadernos, mochilas e lápis de cores da volta às aulas. O encarregado da loja, Paulo Henrique, explica que como as aulas nas escolas estaduais voltam no dia 18 de fevereiro, os materiais ainda são prioridade, já que os pais sempre deixam para as vésperas. “Muita gente não comprou os materiais ainda, por isso chama mais a atenção. Os artigos de carnaval já chegaram, temos máscaras, espuma, acessórios, estão todos nesta prateleira, não devemos investir mais do que isso”, explica.

Tintas e espumas já são encontradas em prateleiras de loja na Afonso Pena. (Foto: Marcos Ermínio)

Paulo Henrique também afirma que a loja decidiu não investir no estoque de artigos para a folia por conta nas obras no cruzamento entre a avenida Afonso Pena e a rua 14 de Julho. Com a pista interditada, muita gente acaba evitando o comércio e por isso a expectativa de vendas para o Carnaval é baixa. “Tínhamos um ponto de ônibus aqui na frente, isso trazia muitos clientes, por isso o desânimo. Agora tivemos que contratar dois funcionários só para ficar nas esquinas chamando as pessoas para a nossa loja e fazendo propaganda”, explica.

A poucos metros dali, uma loja de acessórios também decidiu não investir tanto no Carnaval, pelo menos por enquanto. Sem qualquer atrativo ou decoração, a única coisa que remete ao Carnaval são as tiaras de orelhinhas expostas na porta da loja. A vendedora comenta que a interdição da pista na Afonso Pena atrapalha muito o movimento. Além disso, a loja também preferiu investir em acessórios infantis por causa das voltas às aulas.

“Por enquanto tem muita mãe que vem nos procurar, vendemos tiaras e acessórios para os cabelos das meninas, que voltam às aulas agora. Pouca gente vem procurar coisas do Carnaval, acredito que o movimento comece a poucos dias do evento”, comenta a vendedora Juliana Meira.

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