MS instensifica ações de proteção contra aftosa na fronteira

Objetivo é conseguir selo de estado livre da doença sem a vacinação

No próximo mês, Brasil recebe o status de país livre de aftosa com vacinação, concedido pela OIE (Organização Mundial da Saúde Animal). Mato Grosso do Sul foi reconhecido como livre da aftosa em 2011 e pretende manter o índice de vacinação de 99% do rebanho para conseguir selo de estado livre da doença sem a vacinação. Atualmente, apenas Santa Catarina tem o status e a previsão é de que em 2023, o país consiga o selo internacional.

De acordo com o presidente da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Luciano Chiochetta, o maior desafio para Mato Grosso do Sul é manter a posição para enfim conquistar o status de estado livre de aftosa sem vacinação. Chiochetta alega que o plano para os próximos meses é de fortalecer as ações de proteção na fronteira, não só entre grandes produtores, mas também em aldeias e assentamentos.

“É uma conquista enorme, transmite segurança para o mercado. É uma parceria entre o setor público e o privado, que são os produtores, profissionais da veterinária, todos que estão envolvidos no processo e fazendo seu papel”, afirma o presidente. Em 2019, há a previsão de redução na dose da vacina contra a aftosa, que deve ter sua fórmula alterada e, em 2021, MS pode estar livre da vacinação. Com o quarto maior rebanho do país e a segunda maior produção de carne, o anúncio da OIE deve fortalecer o setor produtivo.

Em evento da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e da SFA (Superintendência Federal de Agricultura), o Secretário de Estado de Meio Ambiente , Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (SEMAGRO), Jaime Verruck, representou o governador do estado Reinaldo Azambuja (PSDB). O secretário afirma que deve haver uma nova metodologia. “Antes, o objetivo era ratificar a doença, fazíamos isso com a vacinação. Agora devemos investir em um fundo emergencial”. Segundo ele, em 2023 será possível con

seguir o selo de país livre de aftosa sem a vacina. 

O presidente da Famasul, Maurício Saito, afirma que MS enfrenta dificuldades particulares devido a fronteira. “Temos fronteira seca, então é mais difícil controlar a doença. Agora temos tranquilidade por causa do índice de 99% de vacinação. Pretendemos manter, mesmo que nossa capacidade esteja acima do recomendado, que é de 80% de vacinação”.

O senador Pedro Chaves (PSC) também esteve presente no evento e comemora a derrubada do veto de refinanciamento de dívidas no Funrural, além do reestabelecimento da redução das contribuições dos empregadores à Previdência de 2,5% para 1,7%. “Derrubamos o veto e foi um ganho muito grande. Agora conseguiremos reduzir 5% do custo da produção rural, é significativo”, afirma.

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