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Em um mês, cresce em 6,4% o número de famílias endividadas em Campo Grande

56,9% das famílias estavam endividadas em julho

Em Campo Grande, 56,9% das famílias estão endividadas. Apesar de estar abaixo dos índices nacionais, em que 59,6% das famílias têm dívidas, o número apresenta um aumento de 6,4% em apenas um mês. Em julho foram registradas 174.271 e em junho eram 163.783 famílias endividadas.

Os dados são da PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) do mês de julho, divulgada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Além do endividamento, aumentou em 3,19% o número de famílias com contas em atraso e em 8,4% as famílias que se consideram inadimplentes.

Fonte: PEIC/CNC

Segundo o presidente do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul), Edison Araújo, ressalta que os indicadores trouxeram preocupações, já que com o aumento do endividamento, cresce também as contas em atraso e a inadimplência. “Por isso, indica-se para este semestre cautela e maior planejamento orçamentário”, avalia.

Entre as pessoas endividadas, 43% comprometiam de 11 a 53% da renda. Em média, as famílias comprometeram 27% do rendimento com dívidas em julho. São consideradas dívidas, compras realizadas, utilizando enquanto forma de pagamento: cheques, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros, por exemplo. O cartão de crédito foi o vilão, com 60,9% das dívidas, seguindo pelos carnês (26,9%) e financiamento da casa (12,8%).

“Quanto menor a quantidade de famílias inadimplentes e com contas em atraso, maior a possibilidade de recuperação do crédito, de tendência de melhoria da confiança empresarial e do próprio consumidor acerca das expectativas sobre a economia”, complementa Edison Araújo.

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio recomenda algumas dicas para os consumidores:

  1. Desenvolva um planejamento orçamentário, ou seja, escreva todas as receitas e despesas previstas para aquele mês e subsequentes e com isso verifique qual o saldo restante, para que identifique até quanto poderá comprometer da renda com dívidas, compras à vista e poupança;
  2. Faça uma lista de prioridades dos bens ou serviços a serem adquiridos;
  3. Pesquise preços;
  4. Há maior poder de barganha nas negociações a vista;
  5. Caso esteja inadimplente, tente a renegociação da dívida com taxas de juros mais atrativas e parcelamento que caiba no planejamento orçamentário.
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