Alimentos puxam alta e Campo Grande lidera ranking da inflação entre as capitais

Capital é a mais cara pelo segundo mês

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do país, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (9), colocou Campo Grande como a capital com maior alta em outubro. É o segundo mês que a Capital lidera o ranking. 

O índice foi de 0,53%, onde seis dos nove grupos pesquisados apresentaram taxas superiores à média nacional. Os alimentos e as bebidas puxaram a alta, com variação de 0,73%, seguido por habitação, com 0,13%.

No mês anterior, a variação foi de 0,48%. Campo Grande segue na quarta posição, considerado o acumulado deste ano (6,32%). Nos últimos 12 meses, a inflação já soma 8,68%.  

Nacionalmente, o IPCA de outubro variou 0,26% e ficou acima dos 0,08% de setembro, constituindo-se no menor índice para os meses de outubro desde 2000, quando registrou 0,14%. Com isto, o acumulado no ano está em 5,78%, bem menor que os 8,52% de igual período do ano anterior. 

Considerando os últimos 12 meses, a taxa desceu para 7,87%, abaixo dos 8,48% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2015, o IPCA foi 0,82%. A variação mais elevada de grupo ficou com Transportes (0,75%), enquanto Alimentação e Bebidas (-0,05%) e Artigos de Residência (-0,13%) se apresentaram em queda, conforme mostra a tabela a seguir.

No grupo Alimentação e Bebidas, embora a queda em outubro (-0,05%) tenha sido menos intensa do que em setembro (-0,29%), os preços de vários produtos caíram, com destaque para o leite longa vida, que ficou 10,68% mais barato.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de setembro a 27 de outubro de 2016 (referência) com os preços vigentes no período de 31 de agosto a 28 de setembro de 2016 (base).

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