Consumidor acampa em filas para aproveitar descontos de até 80%

Alguns clientes chegaram nas filas às 15 horas do dia anterior à promoção

A fim de encontrar descontos de até 80% em diversas lojas de varejo, campo-grandenses dormem, literalmente, em fila para conseguir senhas. Mesmo sabendo que a promoção só começaria nesta sexta-feira (9), muitas pessoas ‘acamparam’ em frente de algumas lojas desde o início da tarde de quinta-feira (8) em busca de panelas de pressão, que custam R$ 10; camas Box, custando R$ 399; bem como televisões de 51 polegadas, com valor a R$ 1.600.

Esta promoção era tradicionalmente feita por uma grande rede de varejo do país, há 22 anos, contudo, muitos concorrentes aderiram aos descontos e hoje também oferecem preços considerados baixos.

A operadora de tele-marketing, Luana Coelho Freire, de 31 anos, diz que chegou às 15 horas de quinta-feira e, mesmo assim, só conseguiu pegar a senha de número 18. “Acho que economizei R$ 1.000”, conta.

Luana afirma, ainda, que essa foi a segunda vez que participada da promoção e pretende voltar ano que vem, mesmo que isso exija certos sacrifícios. Ela comprou um fogão de cinco bocas, um microondas e uma fritadeira elétrica.

A dona de casa Laudicéia de Jesus Souza Santos, de 40 anos, chegou, nessa mesma loja às 23h40 de quinta-feira. Ela diz que gostou da promoção e levou uma panela de pressão, dois microondas, uma panela elétrica e um ferro de passar roupas.

A recreadora Priscila da Silva, de 22 anos, chegou um pouco mais tarde (às 4h15) do que Luana e, por isso, conseguiu a senha 102. Contudo, ela diz que não gostou muito da promoção. “Os produtos que eu queria comprar estavam com os mesmo preços da época do Natal”, diz.

Em outra grande loja de varejo da Capital, o corretor José Inácio Freitas, de 53 anos, comprou uma cama Box, um fogão, um ventilador e duas panelas de pressão e pagou, no total, R$ 600. Ele conta que chegou na loja às 5 horas.

Embora a promoção seja considerada um sucesso pelos consumidores, alguns não gostaram dos preços e da organização. É o caso da professora Cátia Patrícia Kanashiro, de 35 anos. Segundo ela, os preços não mudaram quase nada.

“Além dos preços que não me convenceram, fui a uma loja que o segurança me disse para colocar minha bolsa dentro de uma caso de plástico. Isso me deixou constrangida”, reclama.

Assim, em virtude das promoções em várias lojas no Centro da Capital, há vários profissionais fazendo fretes para transportar os produtos que são comprados pelos clientes.

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