Por que o preço do arroz e do óleo de cozinha subiu tanto nos supermercados?

Procon já notificou dois atacarejos e segue monitorando situação para verificar se há prática abusiva ao consumidor

Quem está mais atento aos preços nos supermercados já percebeu que nos últimos dias houve aumento expressivo para o arroz e óleo de cozinha. A explicação vem do início da cadeia: na produção.

O Procon foi acionado para verificar ambas as situações. Conforme o superintendente do órgão de defesa do consumidor, Marcelo Salomão, dois atacarejos foram notificados e alegaram que estão comprando os produtos mais caros.

Em resposta ao Procon sobre o óleo, os atacarejos justificaram dizendo que “o preço para exportação do óleo subiu, então produtores estão preferindo exportar e está fazendo falta no consumo interno. Isso porque o preço para fora está melhor que o preço interno”, disse Salomão.

Já em relação ao arroz, o órgão que defende o consumidor já está acompanhando o caso. “Já notificamos a associação dos produtores, que alegam que o preço [de produção] está muito alto”, explicou Salomão.

Em nota, a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) informa que “nos últimos 25 dias, observou-se uma alta de mais de 30% no custo da matéria-prima, além do reajuste já ocorrido em decorrência do aumento da demanda no início da pandemia. Os preços praticados ultrapassaram em 290% o valor do preço mínimo estabelecido pelo governo federal. Importa destacar que a matéria-prima representa parte expressiva do preço de venda do arroz, o que reflete sobremaneira no preço final ao consumidor”.

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