Otimismo do consumidor tem 1ª queda em cinco meses, diz CNI

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) registrou queda pela primeira vez em cinco meses, conforme divulgou nesta quarta-feira a Confederação Nacional da Indústria (CNI).


Apesar da queda de 0,8% em setembro, em comparação ao mês anterior, o índice permanece elevado, em 118,3 pontos, o que demonstra otimismo dos brasileiros, segundo a CNI.


A leve redução do INEC se deve, em grande parte, à deterioração das expectativas sobre inflação e desemprego, de acordo com a confederação. A pesquisa detecta o sentimento dos brasileiros sobre a evolução da inflação, do desemprego, da renda pessoal, do endividamento e da intenção de compra de bens duráveis para os próximos seis meses, informou a CNI em nota.


O índice de expectativa do consumidor com relação à inflação caiu 3,2% frente a agosto, registrando 124,2 pontos em setembro, contra 128,4 pontos . A redução representa aumento na expectativa de crescimento da inflação.


O índice encontra-se, porém, 3,3% acima do apurado em setembro de 2009, quando atingira 120,2 pontos. Na avaliação da CNI, a alta nos preços dos alimentos é a causa provável, em setembro último, da expectativa de aumento da inflação.


Já o índice de expectativa sobre o desemprego registrou queda de 4,9% em setembro, quando registrou 136,7 pontos, contra 143,8 pontos em agosto, significando que o consumidor espera aumento do desemprego nos próximos seis meses. De acordo com a CNI, esse movimento aparenta ser uma acomodação ao aumento do índice do mês anterior.


O INEC demonstra que as expectativas com relação à própria renda, com 114,9 pontos, e à situação financeira do consumidor, com 117,5 pontos, permaneceram relativamente estáveis na comparação com agosto (115 pontos e 117,2 pontos, respectivamente).


O índice de endividamento do consumidor caiu 1,3% em relação a agosto, com 110,4 pontos. É a segunda queda mensal seguida, que indica a redução da proporção de consumidores que estão diminuindo suas dívidas.


Apesar dessa situação, os consumidores esperam gastar mais em bens de maior valor, item em que houve uma elevação de 2,2% (de 112,1 pontos em agosto para 114,5 pontos em setembro). A CNI atribui a elevação à proximidade das festas de fim de ano, tradicionalmente período de maiores compras.


A pesquisa do INEC foi feita pelo Ibope com 3.010 pessoas em 191 municípios entre 25 e 27 de setembro.

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