Veto à reserva de R$ 7,4 milhões para gratificação levou Guarda Municipal a ameaçar greve

Servidores exigem pagamento do adicional de periculosidade, riscado da lei orçamentária

A Guarda Municipal de Campo Grande aprovou indicativo de greve durante assembleia e pode cruzar os braços a partir da próxima quinta-feira (21). Os servidores protestam contra veto da administração municipal ao pagamento de gratificação de periculosidade.

O Executivo barrou a reserva de R$ 7,478 milhões para custear o adicional do orçamento de 2021, em mensagem encaminhada à Câmara de Vereadores. O veto foi endossado pela Sefin (Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento), sob a justificativa de prezar pelo “equilíbrio orçamentário”.

O SINDGM/CG (Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande) enviou ofício ao prefeito (), pedindo uma reunião para discutir as reivindicações da categoria. Além da gratificação de periculosidade, os servidores pedem a implementação imediata das promoções verticais e a transformação da bolsa-alimentação em auxílio-alimentação, a fim de evitar a perda do benefício em caso de ascensão na carreira. 

O ofício, assinado pelo diretor-presidente do sindicato, Hudson Pereira Bonfim, foi protocolado na prefeitura ao fim da manhã de ontem (15).

O indicativo de greve se dá enquanto o município recebe inscrições para um concurso da Guarda Municipal, com 273 vagas. O salário é de R$ 1.690,02, além de bolsa-alimentação de R$ 294. O prazo para se inscrever termina no dia 28 de fevereiro.

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