Cotidiano

Sem vagas: MS completa duas semanas sem UTIs e tem maior taxa de ocupação do país

No mesmo dia em que completa 1 ano da primeira morte por covid, Mato Grosso do Sul registra outra triste marca: duas semanas com todos os leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para covid ocupados. Boletim da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) aponta que MS e Amapá são os estados com maiores taxas de ocupação […]

Gabriel Maymone Publicado em 31/03/2021, às 08h23 - Atualizado às 13h45

(Imagem: Ilustrativa)
(Imagem: Ilustrativa) - (Imagem: Ilustrativa)

No mesmo dia em que completa 1 ano da primeira morte por covid, Mato Grosso do Sul registra outra triste marca: duas semanas com todos os leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para covid ocupados. Boletim da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) aponta que MS e Amapá são os estados com maiores taxas de ocupação do país, ambos com 100% e são considerados em situação “extremamente crítica”.

Conforme o painel Mais Saúde, que reúne dados repassados por hospitais e é monitorado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde), no dia 17 de março, o Estado registrava, pela primeira vez na pandemia, taxa de ocupação de 100% dos leitos UTI para pacientes com covid.

Na manhã desta quarta-feira (31), o sistema mostra taxa de ocupação de 100,89%, ou seja, todas as 562 vagas para pacientes covid em UTIs estão ocupadas.

Boletim extraordinário da Fiocruz mostra a situação crítica do Estado. MS ao lado do Amapá é a unidade da federação com maior taxa de ocupação. Atrás estão Santa Catarina (99%), Rondônia (98%), além de Acre, Pernambuco, Distrito Federal e Mato Grosso (97%).

“Se Manaus e o Amazonas, com o colapso do seu sistema de saúde, constituiu um alerta do que poderia ocorrer em outros estados, a situação hoje de São Paulo e capital é um alarme do quanto esta crise pode ser mais profunda e duradoura do que se imaginava até então”, afirmaram os pesquisadores do grupo.

Campo Grande

O informe da fundação destaca ainda que Campo Grande tem o pior índice entre as capitais do Brasil: 103%. Houve uma melhora em relação ao boletim da semana passada, quando a capital sul-mato-grossense apresentava ocupação de 106%.

Atrás estão Belo Horizonte (101%), além de Porto Velho, Rio Branco, Macapá e Curitiba (100%).

Recomendações

Para pesquisadores da Fiocruz, enquanto não há vacinação em massa da população, se faz necessário a adoção de medidas mais rigorosas. “Medidas de bloqueio ou lockdown por períodos específicos, combinadas com outras de mitigação envolvendo o distanciamento físico e social, evitando aglomerações e a ampliação do uso máscaras adequadas de forma correta, continuarão sendo fundamentais até que se obtenha um controle da pandemia”, aponta o documento.

Escalada do número de mortes

Mato Grosso do Sul apresenta o terceiro maior aumento no número da média móvel de sete dias para mortes por covid no país, com crescimento de 68% desse índice. Na frente estão apenas Espírito Santo (118%) e Distrito Federal (100%).

Assim como as mortes, a internação hospitalar cresce nesses estados. No último boletim do governo estadual, MS tinha 1.197 pessoas hospitalizadas, o maior desde o início da pandemia.

Jornal Midiamax