Cotidiano

Seis meses após ser destruído em incêndio, atacadista pede autorização para reabrir em Campo Grande

Seis meses após ser destruído por incêndio na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande, o supermercado de rede atacadista encaminhou pedido à Prefeitura Municipal para reabrir e retomar atividades. A unidade da rede foi consumida em incêndio em 13 de setembro de 2020 e pedido para licença de funcionamento foi publicado no Diogrande desta […]

Mariane Chianezi Publicado em 26/03/2021, às 14h52 - Atualizado em 27/03/2021, às 08h15

Foto: Leonardo de França, Midiamax
Foto: Leonardo de França, Midiamax - Foto: Leonardo de França, Midiamax

Seis meses após ser destruído por incêndio na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande, o supermercado de rede atacadista encaminhou pedido à Prefeitura Municipal para reabrir e retomar atividades. A unidade da rede foi consumida em incêndio em 13 de setembro de 2020 e pedido para licença de funcionamento foi publicado no Diogrande desta sexta-feira (26).

A reportagem do Jornal Midiamax foi até o endereço do atacadista, que está em fase final de reconstrução. Já com muitos funcionários no interior, a unidade conta com cerca de 16 caminhões de produtos aos arredores para abastecer o estoque.

Um funcionário revelou que havia a previsão de reinauguração da unidade ainda neste mês, para o dia 30. Outro relatou que a obra está em fase de acabamento, mas no interior, a cantina e refeitório já está funcionando. Este informou que o que ‘corria nos corredores’ é que reabertura seria no dia 10 de abril.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do atacadista para apurar quando será a reinauguração, mas até o fechamento desta matéria não havia se posicionado.

Incêndio e reinauguração adiada

Inicialmente prevista para o mês de janeiro, a reinauguração do Atacadão da avenida Duque de Caxias foi adiada. O atacadista foi destruído por um incêndio no mês de setembro do ano passado, quando a estrutura foi comprometida. O incêndio mobilizou quase todo o efetivo do Corpo de Bombeiros e é considerado o maior incêndio em estrutura dos últimos anos.

O fogo na loja da rede levou quase 48 horas para ser controlado, usando mais de 400 mil litros d’água e tendo um rescaldo que levou o restante da semana para ser concluído. À princípio, a previsão era de que o atacadista fosse reinaugurado no mês de janeiro, o que não aconteceu.

Prejuízo milionário

O incêndio que destruiu a loja do Atacadão teria consumido parte de estoque que renderia lucro de R$ 18 milhões ao atacadista no final do ano de 2020. Conforme informações apuradas pelo Jornal Midiamax, a loja onde incidente aconteceu já estaria sendo abastecida com todo o estoque para o período de final de ano e mercadoria, tanto das prateleiras como o do estoque aos fundos, estaria avaliada em milhões de reais. Tudo foi destruído.

Em novembro, o inquérito que apura as causas do incêndio no Atacadão ganhou um novo indício. O laudo da perícia indicou que o incêndio na loja da rede atacadista poderia ter sido ‘proposital’. Conforme o delegado Bruno Urban, da 7ª DP, o laudo não apontou nenhum indício de curto circuito no sistema do supermercado e nenhuma combustão espontânea, pois no corredor onde o incêndio começou havia produtos inflamáveis, como álcool e demais materiais de limpeza.

Jornal Midiamax