Cotidiano

Polícia cerca governadoria em protesto de empresários contra Reinaldo

Viaturas da Polícia Militar cercaram a Governadoria do Estado durante protesto de empresários e trabalhadores do comércio na tarde desta sexta-feira (12), no Parque dos Poderes, em Campo Grande. Manifestação foi motivada após Reinaldo Azambuja (PSDB) decretar toque de recolher às 20h em todo o Estado e restrições a comércios aos finais de semana. Conforme […]

Mariane Chianezi Publicado em 12/03/2021, às 16h01 - Atualizado em 13/03/2021, às 09h07

Foto: Leonardo de França, Midiamax
Foto: Leonardo de França, Midiamax - Foto: Leonardo de França, Midiamax

Viaturas da Polícia Militar cercaram a Governadoria do Estado durante protesto de empresários e trabalhadores do comércio na tarde desta sexta-feira (12), no Parque dos Poderes, em Campo Grande. Manifestação foi motivada após Reinaldo Azambuja (PSDB) decretar toque de recolher às 20h em todo o Estado e restrições a comércios aos finais de semana.

Conforme informações apuradas no local pela reportagem do Jornal Midiamax, quatro viaturas da polícia chegaram e pelo menos sete policiais fazem espécie de barreira em frente a entrada da governadoria. Duas viaturas fazem ronda aos arredores da governadoria e fiscalizam as cerca de 60 pessoas que participam da manifestação.

Após chegarem no local, cinco representantes do protesto foram chamados para conversar com representante do Governo do Estado. Os participantes do movimento cobram que Governo amenize toque de recolher para que comércio noturno não seja prejudicado.

“Sempre seguimos todas as normas [de biossegurança] sempre tem fiscalização da vigilância sanitária aqui, nunca tivemos nenhum problema. A partir que começar a vale o novo decreto, não vai ter jeito, vou precisar dispensar meus funcionários”, disse Cícero Aluízio, de 50 anos, dono de lanchonete.

Antonio Meneguini, de 45 anos, tem dois bares na região central de Campo Grande e conta com 70 funcionários com carteira assinada. Ele afirma que sempre seguiu as normas estabelecidas e diante do novo decreto, pode nem abrir o comércio e teme precisar dispensar os trabalhadores.

“O Governo Federal e Estadual teve um ano para se programar para conter o vírus. Deveriam punir festas, mercados lotados, não o comércio que atende todas as recomendações”, afirmou.

Jornal Midiamax