Cotidiano

Plano de privatizações do governo estuda incluir rodovias em três regiões de MS

Além da MSGás, que deve ser entregue à iniciativa privada ainda em 2021 – apesar do lucro de R$ 41 milhões, o governo de Mato Grosso do Sul estuda entregar rodovias estaduais em três regiões de maior fluxo no Estado: Dourados, Paranaíba e Três Lagoas. Conforme o planejamento, esses trechos seriam os de maior fluxo, […]

Gabriel Maymone Publicado em 07/02/2021, às 15h23 - Atualizado em 08/02/2021, às 09h32

Rodovia MS-306 é administrada pela concessionária Way-306. (Foto: Divulgação, Way-306)
Rodovia MS-306 é administrada pela concessionária Way-306. (Foto: Divulgação, Way-306) - Rodovia MS-306 é administrada pela concessionária Way-306. (Foto: Divulgação, Way-306)

Além da MSGás, que deve ser entregue à iniciativa privada ainda em 2021 – apesar do lucro de R$ 41 milhões, o governo de Mato Grosso do Sul estuda entregar rodovias estaduais em três regiões de maior fluxo no Estado: Dourados, Paranaíba e Três Lagoas.

Conforme o planejamento, esses trechos seriam os de maior fluxo, portanto, os mais interessantes para a iniciativa privada explorar. Por exemplo, na região nordeste do Estado,  parte da MS-306 que liga a divisa de MS com Goiás até Cassilândia já foi entregue à  concessionária Way-306, que iniciará a cobrança de pedágio em março, mesmo sem ter iniciado a duplicação. O plano de Reinaldo quer privatizar trecho da BR-158 que passa por MS, de Cassilândia, passando por Paranaíba e chegando até Aparecida do Taboado.

Outro trecho que pode ser entregue para a iniciativa privada é o que liga Dourados a Campo Grande, que passa por Itaporã, Maracaju e Sidrolândia. Ainda, está em avaliação se trecho de cerca de 65km entre Três Lagos e Brasilândia, também parte da BR-158, será incluído em estudos de viabilidade para privatização.

Fracasso em concessão

A primeira rodovia a ser concedida a uma empresa em Mato Grosso do Sul foi a BR-163, que não teve seu propósito atingido.

Isso porque, após cinco anos administrando a principal rodovia do Estado, a CCR MSVia ainda não havia cumprido  667,5 km de duplicação, sob afirmação de que a queda de arrecadação impediu o devido investimento para fazer cumprir o contrato.

Então, após ter o pedido para deixar a administração da rodovia ser aceito pelo governo federal, a BR-163 deve ser licitada novamente e entregue a o outra concessionária, caso haja alguma interessada que cumpra os requisitos. Caso contrário, a via corre o risco de voltar para a guarda do DNIT (Departamento  Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Mais privatizações

Os próximos anos devem ser de privatizações (ou tentativas) por aqui. O projeto que está mais avançado até o momento é o da MSGás, que apesar de render lucro de R$ 41 milhões ao governo de MS, deverá ser entregue à iniciativa privada. Porém, o estudo de viabilidade econômica que vai apontar qual modelo será aplicado como desestatização, PPP ou outra modelagem está atrasado e ainda não foi concluído. Mas, a previsão é que o leilão ocorra ainda este ano.

Já em andamento está o projeto da InfoVia Digital, que prevê investimento de R$ 243 milhões para cabeamento  de fibra ótica com internet em todos os municípios do Estado.

Outro projeto que ainda está em estudos é o da concessão  de 5 parques estaduais: Parque Estadual Várzeas do Rio Ivinhema, Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, Parque Estadual do Prosa, Parque das Nações Indígenas e o Monumento Natural Gruta do Lago Azul de Bonito. O projeto deve ficar pronto até fim do ano.

Federal

Para este ano, ainda, está previsto um grande pacote de concessões à iniciativa privada. Entre eles o da Ferroeste, que contempla o ramal ferroviário que liga Cascavel, no interior do Paraná, ao município de Maracaju.

Por fim, outro projeto previsto para acontecer no ano que vem é a concessão do Aeroporto Internacional de Campo Grande, também por parte do governo federal, através da Infraero.

Jornal Midiamax