Cotidiano

Para comércio de Campo Grande, Governo falhou ao afrouxar medidas e empresário ‘não vai suportar’

Com os casos de coronavírus crescendo novamente a cada dia em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado poderá adotar medidas mais rígidas em pacto nacional para frear as contaminações e mortes pelo vírus no estado. Diante da eventual possibilidade de o comércio sofrer nova restrição, assim como ocorreu em 2020, o setor avalia […]

Mariane Chianezi Publicado em 09/03/2021, às 17h26 - Atualizado às 17h29

(Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)
(Foto: Henrique Arakaki, Midiamax) - (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Com os casos de coronavírus crescendo novamente a cada dia em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado poderá adotar medidas mais rígidas em pacto nacionalpara frear as contaminações e mortes pelo vírus no estado. Diante da eventual possibilidade de o comércio sofrer nova restrição, assim como ocorreu em 2020, o setor avalia que o próprio Governo falhou ao afrouxar as medidas e temem não suportar consequências de ações mais severas.

Ao Jornal Midiamax, a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) disse que o Estado não foi capaz de conter o avanço da Covid-19 após um ano da pandemia instaurada em MS e afirma que empresários, comerciantes e microempresários, encaram a situação com ‘indignação’ e se preparam para ‘onda de falência’.

“[O Governo] não foi capaz de implantar a fiscalização necessária para conter as aglomerações em festas e eventos clandestinos. Não construiu nenhuma medida que pudesse socorrer os desempregados e empresas prejudicadas pela maneira como conduziu as ações durante a pandemia”, diz nota encaminhada à reportagem pela CDL.

A câmara dos lojistas também critica o fato de que o Estado não providenciou, segundo a CDL, antes mesmo da pandemia, leitos para os municípios do interior e que agora, comércio pode ‘arcar’ com as consequências.

“Historicamente temos falta de leitos. O paciente do interior está abandonado a própria sorte. Até mesmo as regiões que são grandes produtoras de grãos e gado não foram contempladas com o mínimo de infraestrutura em saúde pública. Os gestores municipais do interior viraram agentes de viagem tentando leitos na capital”, pontou.

Por fim, pontuou que, se houver medidas mais duras direcionadas ao setor, a economia de MS poderá sofrer uma “onda de falência” e demitir 10 mil funcionários. “O varejo não tem mais fôlego para conseguir se manter sem trabalhar. Os empresários, especialmente os micro, pequenos e médios, não suportarão um lockdown e, caso ocorra, teremos uma grande onda de falências e desemprego”, frisou.

A Fercomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), informou por meio de assessoria de imprensa que acompanha a situação no Estado e tem orientado os comerciantes a continuarem seguindo as medidas de biossegurança.

“A orientação ao setor é de cautela na abertura ao público, no atendimento aos fornecedores e nos cuidados com os trabalhadores do setor. Atendendo às orientações emanadas das autoridades sanitárias e, principalmente, tendo à disposição do público de forma geral os materiais utilizados na assepsia preventiva”, disse em nota.

Jornal Midiamax