Cotidiano

Covid-19: lojistas culpam pacientes do interior por Campo Grande voltar para bandeira vermelha

A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) emitiu nota culpando a chegada de pacientes do interior como responsável por Campo Grande voltar a ser classificada como bandeira vermelha para Covid-19, ou seja: risco elevado de contaminação. Conforme os lojistas campo-grandenses, isso ocorre pela “ingerência” dos municípios do interior e do próprio Estado. “Campo Grande foi novamente […]

Gabriel Maymone Publicado em 25/02/2021, às 11h10 - Atualizado às 16h59

Pacientes estão internados em alas vermelhas e até centros cirúrgicos. (Foto: Divulgação / HRMS)
Pacientes estão internados em alas vermelhas e até centros cirúrgicos. (Foto: Divulgação / HRMS) - Pacientes estão internados em alas vermelhas e até centros cirúrgicos. (Foto: Divulgação / HRMS)

A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) emitiu nota culpando a chegada de pacientes do interior como responsável por Campo Grande voltar a ser classificada como bandeira vermelha para Covid-19, ou seja: risco elevado de contaminação.

Conforme os lojistas campo-grandenses, isso ocorre pela “ingerência” dos municípios do interior e do próprio Estado. “Campo Grande foi novamente pintada de vermelho, devido ao aumento na ocupação de leitos, não por não campo-grandenses, e sim por pacientes vindos do interior, que sobrecarregam o nosso sistema, inflando os números e colocando a capital em alerta”.

Na manhã desta quinta-feira (25), o prefeito Marquinhos Trad (PSD) declarou que, somente na quarta-feira (24), Campo Grande recebeu 20 pacientes vindos de cidades do interior. “Recebemos de Coronel Sapucaia, Dourados e Três Lagoas. Eu não vou recusar leitos para seres humanos, independente de cor, raça, etnia e conta bancária”, declarou.

Para a CDL, a Capital está seguindo as orientações corretamente. “Não tivemos ponto facultativo no carnaval, as festas e grandes aglomerações foram proibidas, a fiscalização foi firme contra os clandestinos. A Saúde da cidade tem dado as respostas rápidas e certeiras”.

Por fim, a entidade cobrou mais atitude do governo do Estado. “Por isso, mais que pintar mapas, é necessário que o Estado faça uma forte cobrança e orientação dos gestores do interior, além de garantir leitos de UTI, medicamentos, pessoal e estrutura para essas cidades”.

Jornal Midiamax