Cotidiano

Febre, sono? Com 12% de imunizados, confira quais reações de vacinas aplicadas em MS contra covid

Efeitos são sinais de que o corpo está se preparando para enfrentar vírus

Gabriel Maymone Publicado em 05/04/2021, às 10h42

Reações leves após vacinação são comuns
Reações leves após vacinação são comuns - Leonardo de França / Midiamax

Mato Grosso do Sul já vacinou 346,9 mil pessoas contra covid até a manhã desta segunda-feira (05). Por enquanto, a população recebeu doses da Coronavac e da AstraZeneca/Oxford. Assim como em qualquer vacina, os imunizantes para barrar o coronavírus também apresentam reações adversas que podem ser de febre e sono. Entretanto, na maioria dos casos, não há com o que se preocupar.

Segundo especiaistas, essas reações mostram que o sistema imunológico está em estado de alerta e trabalhando para construir as defesas contra o patógeno e, assim, evitar o surgimento ou o agravamento da doença. Quando não há sintomas leves, não quer dizer que a vacina não está fazendo efeito, mas quando há é um dos sinais de que o imunizante está agindo no organismo.

Neste fim de semana, com o início da vacinação dos profissionais de segurança no Estado, alguns relataram ter tido sintomas como febre, dores no corpo e mal-estar. Foi o caso de José Roberto, que é agente penitenciário. "Tomei [a vacina da Astrazeneca] no sábado, às 10h30, e as reações começaram à 1h de domingo. Passei o dia inteiro com dor de cabeça e fraqueza muscular", relatou, completando que também teve quadro de febre e calafrios.

Então, o profissional procurou o local onde recebeu o imunizante e foi informado de que todos esses sintomas são normais.

Em nota, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) de Mato Grosso do Sul informou que todos esses sintomas são reações leves. A orientação é para "a população entrar em contato com a unidade que realizou a vacinação para informar os sintomas".

Reações possíveis para a vacina da AstraZeneca/Oxford

Na pesquisa com a vacina da AstraZeneca/Oxford, cerca de 80% dos 552 participantes analisados tiveram reações locais (como dor ou inchaço onde a vacina foi aplicada). Um número próximo de 80% dos voluntários também relatou reações sistêmicas, como dor de cabeça e febre.

A Fiocruz, que detém a autorização para produção local da vacina, em nota, afirma que "monitora continuamente o seu perfil benefício-risco, a partir de processos de detecção, avaliação, compreensão, prevenção e comunicação de eventos adversos - que consistem em qualquer ocorrência indesejável após a vacinação, não necessariamente relacionada ao uso da vacina – devendo enviar relatórios mensais à Anvisa. Se esse evento for grave, deverá ser notificado em até 72 horas".

Na bula do imunizante, são listados alguns sintomas mais comuns como:

  • Sensibilidade
  • Dor
  • Sensação de calor
  • Fadiga
  • Calafrio
  • Dor de cabeça
  • Enjoos.

A Anvisa considera que os eventos adversos mais frequentes relacionados às vacinas contra a Covid-19 não são graves e estão dentro do esperado.

Em março, duas reações adversas foram incluídas na bula da vacina contra Covid-19 Oxford/AstraZeneca/Fiocruz. A primeira é uma reação que pode ser comum: a diarreia. A segunda reação, considerada uma reação incomum após administração da vacina, é a sonolência.

Reações da CoronaVac

Produzida pelo Instituto Butantan, a CoronaVac apresenta menos efeitos indesejáveis que o imunizantes da AstraZeneca/Oxford. No estudo conduzido pelo Butantan, com mais de 9 mil participantes, cerca de 40% relataram dor no local da injeção –inchaço foi registrado em menos de 5% dos voluntários.

Aproximadamente 25% dos vacinados no estudo disseram ter tido dor de cabeça, mas um número semelhante de voluntários do grupo que recebeu o placebo (substância sem efeito) disse ter experimentado o mesmo sintoma, o que não deixa claro se essa reação sistêmica foi desencadeada pela vacina.

Assim como qualquer outro medicamento como a dipirona, por exemplo, a bula da CoronaVac lista alguns dos sintomas mais comuns que o imunizante pode causar, que são: dor de cabeça, cansaço e dor no local da aplicação.

Jornal Midiamax