Cotidiano

Em três meses, MS atingiu cenário crítico em ocupação de UTIs pelo menos quatro vezes

De acordo com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em três meses, MS passou por quatro períodos complicados nas lotações das UTIs.

Dândara Genelhú Publicado em 07/03/2021, às 13h37 - Atualizado em 08/03/2021, às 09h21

Pacientes enfrentam superlotação nos leitos Covid-19. (Foto: Divulgação / Fiocruz)
Pacientes enfrentam superlotação nos leitos Covid-19. (Foto: Divulgação / Fiocruz) - Pacientes enfrentam superlotação nos leitos Covid-19. (Foto: Divulgação / Fiocruz)

Com aumento de casos e mortes causadas por Covid-19 desde o primeiro mês do ano, Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário preocupante na pandemia. Apesar de registrar altos índices de ocupações de leitos nos últimos dias, o Estado já passou por pelo menos quatro outros momentos críticos. De acordo com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em três meses, MS passou por quatro períodos complicados nas lotações das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).

Em publicação sobre série histórica das UTIs para adultos do SUS (Sistema Único de Saúde) desde o início da pandemia, a Fundação expôs o panorama preocupante causado pelo coronavírus. Assim, de dezembro até fevereiro, MS registrou mais de 80% de ocupação dos leitos públicos. A série utiliza dados dos boletins da SES (Secretaria de Estado de Saúde).

Os quadros são apresentados por dias escolhidos pela Fiocruz. Ou seja, existe a possibilidade de que o Estado tenha passado por mais situações delicadas nos leitos. Em busca pelos boletins, o Jornal Midiamax encontrou pelo menos mais dois dias em que houveram registro de mais de 80% na ocupação das UTIs.

Série de preocupações nas UTIs

Em três meses, MS atingiu cenário crítico em ocupação de UTIs pelo menos quatro vezes
Foto: Friocruz.

Do mais recente para o mais antigo, vamos relembrar como estava o cenário de ocupação dos leitos de MS nos dias citados pela Fiocruz. Em 18 de janeiro de 2021, 81% dos leitos públicos do Estado estavam ocupados. Haviam 222 pacientes internados por causa da Covid-19.

Assim, em 4 de janeiro a ocupação das UTIs chegou a 86% em MS. Eram 226 pessoas internadas por causa da doença. Então, há menos de três meses atrás, o Estado passava pela situação mais crítica dos leitos públicos. Em 21 de dezembro, 100% das UTIs estavam ocupadas. Ou seja, as 242 vagas existentes estavam sendo usadas por pacientes da Covid-19.

A última data em que a Fiocruz considera MS com situação crítica nos leitos é 7 de dezembro. No entanto, neste dia foram registrados 78% de lotação. O índice é considerado de média preocupação segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Apesar do equívoco, a reportagem considera os quatro picos de ocupação apontados pela Fundação. Isto porque em 8 de dezembro de 2020, houve lotação de 82% dos leitos de UTIs públicos de MS. Neste dia, 178 pacientes ocupavam as vagas dos leitos.

Jornal Midiamax