Cotidiano

Em meio a assaltos e reclamações, motoristas de aplicativo vão filmar viagens em Campo Grande

A Uber trouxe nesta semana para Campo Grande um projeto piloto que permite a gravação em vídeo das viagens realizadas durante o transporte pelo aplicativo. Diante do cenário em que parceiros estão sujeitos a assaltos e reclamações, o objetivo é garantir mais segurança e tranquilidade aos motoristas e passageiros. Caso seja necessário, as filmagens poderão […]

Renan Nucci Publicado em 10/03/2021, às 15h16 - Atualizado às 18h53

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A Uber trouxe nesta semana para Campo Grande um projeto piloto que permite a gravação em vídeo das viagens realizadas durante o transporte pelo aplicativo. Diante do cenário em que parceiros estão sujeitos a assaltos e reclamações, o objetivo é garantir mais segurança e tranquilidade aos motoristas e passageiros. Caso seja necessário, as filmagens poderão ser acessadas pela empresa e cedida aos órgãos competentes.

O recurso, disponibilizado por meio de um app parceiro, permitirá que os condutores usem a própria câmera do celular para gravar as viagens. Em fevereiro, a ferramenta começou a ser utilizada em Aracaju (SE) e, agora, além da capital sul-mato-grossense, chega também a Ribeirão Preto (SP), Natal (RN) e Maceió (AL).

A filmagem via telefone está sendo testada como uma alternativa, escalável e sem custo, para o registro dos serviços. Se implementada, a solução estará disponível a qualquer um que queira dirigir com o app, em qualquer lugar.  “Queremos entender se essa tecnologia de gravação de imagens pode contribuir para que motoristas parceiros e usuários tenham ainda mais tranquilidade para continuar usando a Uber, claro que sempre respeitando as normas de privacidade”, explica a diretora-geral da Uber no Brasil, Claudia Woods.

O piloto começou com um grupo reduzido e será aos poucos expandido até chegar a todos os motoristas parceiros de Campo Grande. Os parceiros podem escolher participar ou deixar esse piloto a qualquer momento. Os usuários conectados aos motoristas participantes  do teste também são informados que sua viagem pode estar sendo gravada, para que possam  optar por cancelar e buscar outro parceiro, se assim preferirem. 

Assim como já ocorre no recurso de gravação de áudio, lançado em âmbito nacional recentemente, a gravação de vídeo também permanecerá criptografada no celular, sem que ninguém possa acessá-la – nem o próprio motorista, que não possui a chave da criptografia. 

Quando o motorista enviar o arquivo, este ficará armazenado com a empresa parceira, que terá acesso apenas às informações básicas do parceiro e data e horário da gravação, mas sem qualquer dado sobre usuários, pontos de embarque e desembarque, etc. 

Se, mais tarde, o motorista decidir abrir uma reclamação de segurança, ele terá a opção de adicionar o vídeo em questão. Só então a Uber terá acesso às imagens. Além do chamado aberto pelo próprio parceiro para solicitar uma investigação à Uber, só as autoridades competentes podem solicitar acesso às imagens para a Uber, na forma da lei.

Jornal Midiamax