Cotidiano

De bebê de 2 meses a centenários, coronavírus matou 9 por dia desde início da pandemia em MS

A pandemia de coronavírus completou um ano desde o primeiro caso de coronavírus registrado no Brasil. Mato Grosso do Sul ainda demorou cerca de duas semanas para registrar os primeiros casos de contaminação por Covid-19, mas desde então, a pandemia tem causado sofrimento para muitas famílias no Estado. Em um ano, o Estado contabiliza 3.293 […]

Mylena Rocha Publicado em 27/02/2021, às 08h34 - Atualizado em 28/02/2021, às 08h54

Sepultamento de Evaristo Garcete, de 59 anos, primeiro óbito de indígena registrado em MS | Foto: Marcos Morandi | Arquivo Midiamax
Sepultamento de Evaristo Garcete, de 59 anos, primeiro óbito de indígena registrado em MS | Foto: Marcos Morandi | Arquivo Midiamax - Sepultamento de Evaristo Garcete, de 59 anos, primeiro óbito de indígena registrado em MS | Foto: Marcos Morandi | Arquivo Midiamax

A pandemia de coronavírus completou um ano desde o primeiro caso de coronavírus registrado no Brasil. Mato Grosso do Sul ainda demorou cerca de duas semanas para registrar os primeiros casos de contaminação por Covid-19, mas desde então, a pandemia tem causado sofrimento para muitas famílias no Estado. Em um ano, o Estado contabiliza 3.293 mortes por coronavírus, ou seja, uma média de nove mortes por dia desde o início da pandemia.  

Apesar de os idosos serem mais vulneráveis e a maioria entre os óbitos durante a pandemia, o coronavírus matou pessoas de todas as idades. De crianças a idosos com mais de 100 anos, a pandemia em Mato Grosso do Sul tem preocupado as autoridades de saúde. Nesta semana, houve um novo aumento de mortes e o secretário da SES (Secretaria de Estado de Saúde) chegou a dizer que MS deve viver dias muito difíceis nas próximas semanas

A Covid-19 já matou até mesmo crianças, que são menos acometidas pelas formas graves da doença. Há pouco mais de duas semanas, Mato Grosso do Sul registrou a morte de um bebê de apenas dois meses. Ela tinha comorbidades como doença cardiovascular crônica e síndrome de down.

Além disso, MS já teve mortes de crianças de diferentes idades: em janeiro, uma menina de oito anos com síndrome de down também morreu pela Covid-19. A criança era de Ribas do Rio Pardo, a 97 km de Campo Grande. Em dezembro, foi registrada a morte de uma menina de nove anos por complicações do coronavírus. A criança era de Naviraí, a 359 km da Capital, e tinha comorbidades, como asma e doença neurológica crônica.

Em novembro, a vítima foi uma menina de oito anos, da cidade de Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande. A menina era portadora de Insuficiência Renal Crônica. No dia 28 de outubro, o estado registrou a primeira morte de uma criança em decorrência do coronavírus. A vítima era um menino de cinco anos, que teve o diagnóstico positivo para a doença. Segundo informações divulgadas pela secretaria, o menino era autista e tinha comorbidades, como asma e obesidade.

Os idosos, por serem mais vulneráveis às complicações da doença, foram maioria entre os óbitos por Covid-19. Dados da SES apontam que idosos de 60 a 69 anos representam 24,1% dos mortos, enquanto idosos de 70 a 79 anos representam 25,8% das mortes. Os idosos de 80 anos ou mais são 25,5% dos óbitos. Um exemplo é um paciente de 100 anos que faleceu por complicações do coronavírus. 

Jornal Midiamax