Cotidiano

Com UTIs lotadas, Campo Grande registra mortes de pacientes de covid-19 em UPAs

Campo Grande registrou ao menos dois falecimentos de pacientes que estavam em UPAS (Unidades de Pronto Atendimento), que não chegaram a ser transferidas para um hospital. De acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) são dois casos confirmados e três estão sob investigação. Ainda de acordo com a secretaria, os três casos são de […]

Diego Alves Publicado em 25/03/2021, às 22h23 - Atualizado em 26/03/2021, às 08h29

 (Imagem: Ilustrativa/ Arquivo Midiamax)
(Imagem: Ilustrativa/ Arquivo Midiamax) - (Imagem: Ilustrativa/ Arquivo Midiamax)

Campo Grande registrou ao menos dois falecimentos de pacientes que estavam em UPAS (Unidades de Pronto Atendimento), que não chegaram a ser transferidas para um hospital. De acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) são dois casos confirmados e três estão sob investigação.

Ainda de acordo com a secretaria, os três casos são de pessoas que chegaram em estado grave e foram a óbito sem que houvesse tempo de serem encaminhadas para um hospital.

As mortes acontecem após Mato Grosso do Sul ter a maior taxa de ocupação do país, e, mesmo com ampliação de leitos, o índice voltou a 100%.

Já em Campo Grande, durante vistoria, o MPMS confirmou superlotação de hospitais .

Só nesta quinta, Campo Grande bateu triste recorde com registro de 25 mortes de covid-19 nas últimas 24 horas, em um total de 1.764 falecimentos causados pelo coronavírus desde o início da pandemia.

A respeito dos casos, a Sesau emitiu uma nota:

Campo Grande foi uma das primeiras cidades do País a estabelecer medidas de enfrentamento à pandemia o que, inclusive, colocou a nossa cidade como referência, considerando os baixos índices de letalidade e casos da doença. Nestes 12 meses atuamos firmemente no enfrentamento dessa doença para garantir uma assistência adequada à população e, sobretudo, evitar prejuízos aos cidadãos que precisam trabalhar, respeitando, acima de tudo, a vida.

No entanto, assim como muitas cidades brasileiras, estamos vivenciando o resultado do desrespeito às regras de biossegurança.

Hoje, infelizmente o número de leitos é insuficiente e já não há mais recursos humanos e nem material para aumentar a capacidade de atendimento, mesmo o Município tendo tomado todas as medidas necessárias para tanto.

 A Prefeitura triplicou o número de leitos de UTI,  saindo de 116 para 317 leitos. Somente na última semana foram ativados 54 novos leitos, sendo 12 leitos na Clínica Campo Grande, 7 semicríticos no Hospital de Câncer, 10 no Hospital do Pênfigo e 10 leitos de UTI no Hospital EL Kadri, 15 leitos clínicos no São Julião.

Foram destinados ainda 120 leitos na Unidade do Trauma da Santa Casa para atendimento exclusivo Covid-19, sendo 90 clínicos e 30 de UTI.

Foram convocados 897 profissionais de saúde aprovados em concurso, sendo 269 médicos, 190 enfermeiros, 211 técnicos de enfermagem, entre outros profissionais. 

Também houve o aumento nos leitos das UPAs do município, uma vez que a busca por atendimentos de casos suspeitos de Covid-19, que necessitavam assim ficar em observação, cresceu. A prefeitura novamente garantiu o atendimento e assistência à saúde da população.

O Município reativou as barreiras sanitárias em quatro pontos estratégicos dos principais acessos ao Município e retomou a higienização de terminais de ônibus e ruas.

As equipes de fiscalização e autoridades de saúde alertaram, dia após dia,  sobre a possibilidade do sistema colapsar.

Entretanto, festas clandestinas e desrespeito às medidas de biossegurança levaram nossa cidade a esta situação, onde só a sensibilização da população,  unida, será capaz de evitar mais mortes sem a devida assistência.

É preciso que cada um faça sua parte para que a gente perca o mínimo possível de vidas por falta de atendimento. Essa realidade só vai mudar se cada um de nós fizer a sua parte!

Jornal Midiamax