Cotidiano

Com mais de mil mortes, março teve quase o dobro de óbitos registrados em dezembro em MS

Até então, dezembro era o mês da pandemia com mais mortes por coronavírus

Mylena Rocha Publicado em 05/04/2021, às 11h41

Março se tornou o mês mais letal da pandemia em MS.
Março se tornou o mês mais letal da pandemia em MS. - Marcos Morandi/Midiamax

Março terminou com 1.031 mortes causadas pelo coronavírus em Mato Grosso do Sul. O número chama a atenção e representa quase o dobro de óbitos registrados em dezembro de 2020, que até então era o mês com mais mortes na pandemia. O Estado vive uma situação crítica na pandemia, com uma média de 50 óbitos por dia e colapso na saúde, diante da falta de leitos. 

Dados apresentados na live da SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta segunda-feira (5) mostram que o Estado teve 1.031 óbitos por coronavírus e assim março se perpetua como o mês mais letal da pandemia até agora. Em seguida, está o mês de dezembro, que teve 587 óbitos. Janeiro foi o terceiro mês com mais mortes, com 569 pacientes vítimas da Covid-19. 

O secretário da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Geraldo Resende, disse que os dados são muito preocupantes e que falta cuidado da população. Ele atribuiu as mortes à irresponsabilidade de alguns sul-mato-grossenses. 

“Festas clandestinas, viagens desnecessárias, rodas de tereré, cachaça entre amigos, cerveja em conveniência. [Isso é] tudo que o covid adora, ele está louco para se hospedar e o hospedeiro dele é o ser humano”, alertou.

Já a secretária adjunta Crhistinne Maymone chamou a atenção para as novas variantes do coronavírus. Ela explica que há duas variantes no Brasil e que as novas cepas são muito mais perigosas. “Temos óbitos com pessoas muito jovens sem nenhuma comorbidade, nada relatado. A nova variante tem demonstrado sua gravidade, o paciente vai a óbito rapidamente, em 3, 4 ou 5 dias”. 

Maymone ressaltou que os adultos de 20 a 49 anos são maioria entre os infectados em Mato Grosso do Sul. Por isso, ela pediu que as pessoas mais velhas busquem aconselhar os mais jovens a se cuidar e evitar aglomerações.

Jornal Midiamax