Cotidiano

Com de lotação das UTIs, Campo Grande tem pior situação entre capitais, aponta Fiocruz

Com pacientes no corredores do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) e doentes com Covid-19 internados de forma improvisada em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), Campo Grande tem taxa de ocupação de leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em 106%, a maior entre capitais. Conforme boletim da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), os dados […]

Gabriel Maymone Publicado em 10/03/2021, às 07h44 - Atualizado às 11h32

Leitos de UTI voltam a lotar (Foto: Agência Brasil/ Ilustrativa)
Leitos de UTI voltam a lotar (Foto: Agência Brasil/ Ilustrativa) - Leitos de UTI voltam a lotar (Foto: Agência Brasil/ Ilustrativa)

Com pacientes no corredores do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) e doentes com Covid-19 internados de forma improvisada em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), Campo Grande tem taxa de ocupação de leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em 106%, a maior entre capitais.

Conforme boletim da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), os dados obtidos na segunda-feira (08) mostram que Campo Grande, Porto Alegre (102%) e Porto Velho (100%) são as únicas capitais do país a registrarem falta de vagas em UTIs. Na sequência aparece Rio Branco (99%), Goiânia e Teresina (98%).

Assim como outras capitais, Campo Grande sofreu com a redução do financiamento de leitos UTI por parte do Ministério Federal, que reduziu em mais de 70% as verbas em todo o país. Atualmente, são 372 leitos em MS financiados pelo governo federal.

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) comentou sobre a falta de apoio do Ministério da Saúde. “Aconteceu também aqui, há um negacionismo a nível federal impressionante, mas vamos superar tudo, embora ocupação de leitos seja alta, ela é estável e vai cair, como já está caindo”, declarou.

Os pesquisados da Fiocruz consideraram no boletim: “considerando o quadro atual e a situação extremamente crítica no que se refere às taxas de ocupação de leitos UTI Covid-19, que apontam para a sobrecarga e mesmo colapso de sistemas de saúde, os pesquisadores reforçam a necessidade de ampliar e fortalecer as medidas não-farmacológicas envolvendo distanciamento físico e social, uso de máscaras e higienização das mãos. Nos municípios e estados que já se encontram próximos ou em situação de colapso, a análise destaca a necessidade de adoção de medidas de supressão mais rigorosas de restrição da circulação e das atividades não essenciais”.

Mais leitos

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) negocia a ampliação de 45 leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em hospitais particulares de Campo Grande para atender pacientes do SUS. Assim, o município chegaria a 330 leitos críticos. Atualmente, são 285 leitos contratualizados pela prefeitura.

No início desta semana, a prefeitura ativou 12 leitos UTI na Clínica Campo Grande e corre para habilitar mais 45 leitos em outros hospitais particulares.

Na terça-feira (09), o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, também informou que o Estado deve ampliar a oferta de leitos UTI nas próximas semanas.

Jornal Midiamax