Cotidiano

Campo-grandense é contra lockdown e teme mais covid que desemprego, aponta pesquisa

De cada quatro entrevistados, três se posicionaram a favor de isolamento, mas sem lockdown

Mylena Rocha Publicado em 05/04/2021, às 08h15

Campo-grandenses concordam com isolamento social, mas são contra lockdown.
Campo-grandenses concordam com isolamento social, mas são contra lockdown. - Leonardo de França/Midiamax

O campo-grandense tem mais medo de ser infectado pelo coronavírus do que de perder o emprego por conta da crise gerada pela pandemia. Ainda assim, a maioria dos entrevistados disse ser contra o lockdown em Campo Grande. Os dados são de uma pesquisa feita pelo IPR (Instituto de Pesquisa Resultado), que entrevistou 1,1 mil moradores da Capital.
Os dados foram coletados em entrevista presencial nas casas das famílias, entre os dias 23 e 25 de março, seguindo as medidas de biossegurança. Apesar de serem contra o lockdown, os entrevistados disseram que são a favor do isolamento social e concordaram com a atitude do prefeito Marquinhos Trad (PSD) de antecipar feriados para evitar que as pessoas saíssem de casa.
De cada quatro pessoas entrevistadas, três se posicionaram a favor do isolamento social. A pesquisa ainda mostrou que 60,09% da população tem mais medo de ser infectado pela Covid-19, enquanto 39,91% campo-grandenses temem o desemprego durante a crise causada pela pandemia.
Mesmo com medo da doença, 56,36% disseram que são contra o lockdown, medida mais restritiva que permite somente o funcionamento das atividades essenciais. Já 43,64% disseram que são a favor do lockdown em Campo Grande.
Entre os entrevistados, 66,91% disseram que estavam em isolamento parcial, para evitar a infecção pelo coronavírus. Somente 13,45% estavam em isolamento total, enquanto 19,64% disseram que não estavam em isolamento.
Dados ainda mostram que 63% dos campo-grandenses acreditam que o toque de recolher deveria ser das 20h às 5h, como medida para evitar a contaminação por Covid-19. Já 20,27% acreditam que o toque de recolher deveria ser das 23h às 5h, enquanto 11,36% consideram que a restrição na circulação de pessoas durante a noite é irrelevante.
Para conter o avanço da pandemia do coronavírus e o colapso na saúde, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) adotou a medida de antecipar os feriados em Campo Grande. A pesquisa mostra que 53,18% dos campo-grandenses concordaram com o decreto. Já 34,91% acreditam que o prefeito errou e 11,91% não souberam responder.
Atuação das autoridades no combate à pandemia
Com relação às medidas tomadas pelas autoridades para tentar frear o avanço da pandemia, o prefeito Marquinhos Trad (PDB) obteve melhor avaliação. Conforme a pesquisa, 41,09% avaliaram o bom desempenho do prefeito durante a pandemia, enquanto 12,82% consideraram a atuação ótima e 25,82% avaliaram como regular. Entre os entrevistados, 14,45% consideraram a atuação do prefeito péssima e 5,82% avaliaram como ruim.
Já com relação à atuação do governador Reinaldo Azambuja, 31,64% dos entrevistados consideraram o desempenho regular no combate à pandemia. Além disso, 27,18% consideraram a atuação péssima, 21,55% consideraram bom desempenho, 14,73% como ruim e somente 4,91% avaliaram como ótima.
O presidente Jair Bolsonaro obteve o pior desempenho na pesquisa. Entre os campo-grandenses, 29,64% consideram que a atuação do presidente na pandemia é péssima. Já 27% consideram regular, 20,36% avaliam como boa, 12,64% consideram ótima e 10,36% avaliam como um desempenho ruim.
Com relação ao grau de confiança nas autoridades políticas durante a pandemia, 57% dos campo-grandenses afirmam que confiam parcialmente no prefeito Marquinhos Trad, mas que têm ressalvas com relação às posições adotadas em alguns casos. A pesquisa ainda aponta que 21,64% dos entrevistados confiam totalmente no prefeito e 21,36% não confiam nele.
A pesquisa feita pelo IPR aponta que 54,09% dos entrevistados são mulheres e 45,91% são homens. Entre os entrevistados, 22,18% têm de 25 a 34 anos, 21,55% têm de 35 a 44 anos, 19,45% de 45 a 55 anos, 17,64% têm de 56 a 69 anos, enquanto 12,91% têm de 16 a 24 anos e 6,27% têm 70 anos ou mais.

Jornal Midiamax