Cotidiano

Contida em UPA, paciente espera transferência para hospital desde o dia 18

Há 16 dias, Mayara dos Santos aguarda pela transferência da mãe, atualmente internada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, para o Hospital Nosso Lar, para que a familiar possa receber um tratamento adequado. Hoje, a paciente está amarrada em um quarto da unidade, por conta de distúrbios psiquiátricos. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, […]

Gabriel Neves Publicado em 03/03/2021, às 15h00 - Atualizado em 04/03/2021, às 08h58

Paciente foi amarrada como medida para conter os ataques. (Foto: Midiamax nas Ruas)
Paciente foi amarrada como medida para conter os ataques. (Foto: Midiamax nas Ruas) - Paciente foi amarrada como medida para conter os ataques. (Foto: Midiamax nas Ruas)

Há 16 dias, Mayara dos Santos aguarda pela transferência da mãe, atualmente internada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, para o Hospital Nosso Lar, para que a familiar possa receber um tratamento adequado. Hoje, a paciente está amarrada em um quarto da unidade, por conta de distúrbios psiquiátricos.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a mulher está internada desde o dia 18 de fevereiro na unidade, transferida de Guia Lopes da Laguna para tratamento psiquiátrico na Capital.

De acordo com a filha, a transferência foi necessária após um “surto” onde a mãe teria agredido um familiar que estava dormindo, e agora, vendo a mãe com os pés amarrados, espera que ela seja transferida para que possa receber um tratamento adequado.

“Nós estamos aqui faz 16 dias, não tem onde dormir, não tem comida, eu como acompanhante durmo em uma cadeirinha ou preciso estender algo no chão. Eles disserem que minha mãe seria transferida na sexta, no dia mudaram para segunda, na segunda falaram que seria terça e ontem me disseram que o hospital estava fazendo testes da covid e por isso ela não poderia ser transferida”, disse a filha sem saber qual seria o futuro da mãe.

Maya explica que, por conta do distúrbio, a mãe é uma pessoa agressiva e que não cata ordens. “Ela me bate, briga com todo mundo, não usa a máscara, quer andar pelos corredores, correndo risco de ser contaminada, agora eu falei que ia chamar a polícia e u médico amarrou ela na cama”, contou.

Em nota, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou que a paciente encontra-se na UPA Coronel Antonino, mas que “regulação é de responsabilidade do Estado que deverá encaminhar a paciente para uma unidade contratualizada, no caso o Hospital Nosso Lar”. Ainda em nota, a Sesau informou que o hospital aguarda autorização para realizar a transferência da paciente.

A reportagem entrou em contato com a SES (Secretaria Estadual de Saúde), que negou ser responsabilidade do Estado a transferência da paciente tendo em vista que a regulação de pacientes é de responsabilidade da rede municipal.

A Sesau informou que a regulação está sendo feita pelo Complexo Regulador Estadual e que enquanto a paciente permanecer na unidade de saúde, será atendida de acordo. Confira a nota na íntegra:

“A regulação desta paciente está sendo feita pelo CORE estadual. A paciente aguarda na UPA pela disponibilidade de vaga no hospital Nosso Lar para que ela seja transferida. Cabe ressaltar que, apesar da necessidade de encaminhamento da paciente para o atendimento especializado, a mesma está recebendo toda a assistência possível na unidade de pronto atendimento, tendo o amparo da equipe de médicos e enfermeiros.”

*Colaborou: Mariane Chianezi

*Atualizada às 15h20 para acréscimo de informação

Jornal Midiamax