Boa notícia: Perto da imunidade de rebanho, Capital tem queda nas internações por coronavírus

Secretaria calcula que Capital tenha até seis vezes mais a quantidade testada de infectados

Campo Grande tem ao todo 17.382 pacientes infectados pelo coronavírus, mas o número de contaminados pode ser muito maior. Pesquisa da (Secretaria Municipal de Saúde) aponta que o número de contaminados pode representar seis vezes o número oficial da Covid-19. Com isso, Campo Grande pode estar próximo à chamada ‘nova imunidade de rebanho’. Secretaria ainda pontua redução nas internações e na procura por atendimento nos postos de saúde.

O secretário José Mauro Filho explica que o estudo analisa as testagens feitas na população nas 71 unidades de saúde. Ele diz que o estudo é uma parceria com a de Pelotas e que foi possível observar que há uma taxa de positividade em torno de 20% dos testes realizados. Ou seja, a cada cinco testes realizados, um dá positivo para coronavírus. “Pode ser que estejamos em torno disso [imunidade de rebanho], é a conclusão que temos com a análise dos testes”, diz o secretário. 

 José Mauro Filho comenta sobre os números de casos e mortes que aumentam a cada dia no boletim epidemiológico. O número chama a atenção, mas ele diz que a análise dos dados diários não reflete a realidade, já que um dia pode ter muitos casos e outro dia pode registrar poucas confirmações. Para analisar a situação de Campo Grande, é preciso ver a média móvel, que calcula a média de mortes ao longo da semana. 

O secretário ainda pontua que outro problema é que Campo Grande realiza testes RT-PCR e o teste rápido, mas espera que em breve sejam feitos apenas testes RT-PCR, que são considerados mais confiáveis e ainda vão permitir uma melhor análise da Covid-19 na Capital. “Acho que seria o momento de nós fazermos somente o teste RT PCR, para poder depurar melhor o cenário em Campo Grande”.

Mas, afinal, quando o número de casos começa a diminuir? O titular da explica que o ‘termômetro’ usado para pedir o coronavírus em Campo Grande são as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e as internações nos CTIs (Centros de Terapia Intensiva). Essas informações já mostram uma queda.

“O termômetro mais sensível que a gente observa é a procura de pacientes nas UPAs. Analisando o paciente sintomático respiratório, o volume tem diminuído, de 25% a 30%. Sobre a internação no CTI, estava em 80% a 82%, mas essa semana houve uma queda e chegou a 76%. Se você olhar o Regional, estamos com as menores taxas de ocupação [de leitos] dos últimos dias”, pontua o secretário. 

Mesmo com a redução nas internações e procura por atendimentos, José Mauro Filho acredita que os números da Covid-19 em Campo Grande continuarão a aumentar, já que cada vez mais testes são realizados. Ele diz que metade dos testes realizados são os testes rápidos, quando o paciente se depara com dois cenários: o IgG e o IgM. Destes testes rápidos, 80% são de IgG. O IgG significa que o paciente teve infecção anterior e está possivelmente imunizado.

“Esse volume de notificações, incluindo o IgG, estão entrando na somatória de transmissão da cidade, a gente tem que depurar melhor esses números”.

O secretário diz que a situação está sob controle e que não há previsão de colapso na saúde de Campo Grande. Ele afirma que a pôde comprovar a situação de Campo Grande durante a reunião com o Ministério Público e . Depois da reunião, a Prefeitura mudou o toque de recolher para 22 horas e voltou a permitir o consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos. 

“É importante destacar que o município está trabalhando em conjunto com o Governo do Estado e Ministério da Saúde. Tínhamos 116 leitos, estamos em 312 e podemos chegar a 342 leitos”, ressalta.

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